Flamengo busca centroavante e testa alternativas no ataque sem Pedro
Clube carioca enfrenta dificuldade para achar centroavante e busca alternativas no mercado, enquanto Pedro lidera o ataque no início de 2026
O início de 2026 tem sido desafiador para o Flamengo. Entre tropeços no Campeonato Carioca e na Recopa Sul-Americana, a equipe ainda busca soluções para reforçar o ataque, principalmente devido à ausência de Pedro como titular. A diretoria acompanha atentamente o mercado, avaliando possíveis contratações que possam agregar qualidade e versatilidade ao elenco, enquanto o técnico Filipe Luís testa diferentes arranjos ofensivos e improvisações para manter o time competitivo em todas as frentes. A pressão da torcida e a necessidade de melhorar o rendimento em campo tornam a busca por um centroavante de referência ainda mais urgente, enquanto alternativas internas, como Bruno Henrique, Plata e até Paquetá, são avaliadas para suprir a lacuna temporariamente.
Filipe Luís improvisa e experimenta soluções ofensivas
Mesmo sem Pedro entre os titulares, o técnico Filipe Luís tem buscado alternativas no ataque. Bruno Henrique e Gonzalo Plata aparecem frequentemente como substitutos do centroavante, enquanto Lucas Paquetá também já foi testado na função. Na ida da Recopa Sul-Americana contra o Lanús, Bruno Henrique e Plata começaram no banco, e Plata cumpriu suspensão, levando Filipe Luís a escalar Jhonatan Carrascal como referência no ataque.
O camisa 9 titular, Pedro, foi titular em cinco dos nove jogos da temporada e entrou em outros três, ficando no banco apenas na semifinal do Campeonato Carioca contra o Botafogo, somando dois gols e uma assistência. Bruno Henrique marcou dois gols e deu duas assistências em oito partidas (três como titular), Plata marcou um gol em sete jogos (cinco como titular) e até Paquetá atuou por alguns minutos como centroavante. As experiências indicam que o técnico tem buscado soluções para montar a equipe mesmo sem Pedro.
Pedro, camisa 9 do Flamengo (Vídeo: Reprodução/Instagram/@flamengo/@pedroguilherme)
Diretoria monitora mercado e mantém cautela financeira
A diretoria do Flamengo entende que a ausência de um centroavante de ofício para revezar com Pedro não é o principal problema no início irregular da temporada. A equipe tem mostrado fragilidade defensiva, sofrendo gols nos últimos oito jogos, e dificuldade na criação, com Giorgian De Arrascaeta ainda longe do nível de 2025.
Mesmo assim, a pressão por um homem-gol aumentou após os tropeços e pode acelerar a busca até o fechamento da janela de transferências, em 3 de março. A diretoria avalia que, após a contratação de Lucas Paquetá junto ao West Ham por 42 milhões de euros, só faria sentido avançar em negociações que envolvam atletas de alto nível, capazes de elevar o padrão do elenco.
Entre as tentativas anteriores, o clube buscou Kaio Jorge, teve propostas por Richarlison e Marcos Leonardo, mas encontrou obstáculos além do investimento financeiro. Jogadores do Tottenham e do Al-Hilal também não aceitaram a mudança neste momento.
O diretor José Boto destacou que reforçar o Flamengo exige atletas de nível top. “É muito difícil nesse momento reforçar o Flamengo, pelo elenco que tem. Para aumentar o nível, precisa ser jogador do valor de mercado do Paquetá. A versatilidade dele, capaz de atuar em quatro ou cinco posições, justificou a contratação, apesar do impacto financeiro, pois supriria carências que buscávamos resolver”, explicou em entrevista ao ge antes da Supercopa do Brasil.
