Flamengo conta com precedentes em ação contra Estudiantes
Conmebol já eliminou times por escalação irregular de jogador, mas casos que dão base a defesa do Flamengo não contavam com liminar do CAS
Eliminado da Copa Libertadores em casa pelo Estudiantes de La Plata, Flamengo agora busca uma vaga na final por meio de uma ação judicial. O clube carioca argumenta que os argentinos escalaram de forma irregular o zagueiro Marcos Rojo e, por isso, deveriam perder o direito de jogar a grande decisão, cedendo o lugar ao rubro-negro. A defesa conta com outros casos, na Libertadores e na Sul-Americana, de eliminação por escalar jogadores de forma irregular.
A polêmica
Durante as quartas de final da Libertadores, o Estudiantes perdeu dois titulares na defesa, os zagueiros Leandro Piréz e Tomás Palacios. Os dois foram suspensos e não poderiam jogar o primeiro jogo da semifinal contra o Flamengo. Nessa situação, a diretoria foi atrás de Marcos Rojo, do Racing. A ideia era inscrever o lateral no lugar de Gabriel Neves, lesionado.
Ver esta publicação no Instagram
Estudiantes comemora classificação para a final da Libertadores (Foto: Reprodução/Instagram/@edelpoficial)
Tudo certo no Campeonato Argentino, mas a Conmebol não aceitou abrir uma vaga. Sendo assim, o jogador não pôde estrear no jogo de ida da semifinal, na Argentina. Para o jogo de volta, o Estudiantes recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS) e conseguiu escalar o reforço. O Flamengo, no entanto, havia avisado ao adversário que levaria o caso para a justiça caso Rojo jogasse. Agora, o clube carioca pede que seja aplicada a punição prevista no Código Disciplinar da Conmebol para escalação irregular de um jogador, ou seja, reverter o resultado da partida para um 3×0 para o Flamengo.
Precedentes na Conmebol
O principal caso em que se baseia o Flamengo é a situação vivida pelo Santos em 2018. Na época, o alvinegro praiano escalou Carlos Sánchez de forma irregular em um confronto contra o Independiente pelas oitavas de final da Libertadores. O meia estava suspenso desde 2015 por agredir um gandula, mas só foi jogar uma competição continental de novo três anos depois. Apesar do placar de 0x0 no jogo de ida, o Santos foi punido e o resultado revertido em um 3×0 para o Independiente. Tendo que golear o adversário para passar de fase, o clube paulista acabou eliminado.
Ver esta publicação no Instagram
Carlos Sanchéz enquanto jogava pelo Santos (Foto: Reprodução/Instagram/@andres_sanchezok)
Outras situações parecidas dão substância ao caso do Flamengo. Em 2017, a Chapecoense viu uma vitória se transformar em derrota após escalar o zagueiro Luiz Otávio em um jogo contra o Lanús na fase de grupo da Libertadores. O time catarinense alegou que a suspensão só tinha sido notificada minutos antes da partida e bancou a escalação, mas foi punido e eliminado.
Além desses dois, a punição do Deportes Temuco, que tentou inscrever um jogador que já havia jogado por outro time na Copa Sul-Americana em 2018, e do Barcelona de Guayaquil pela inscrição de um atleta fora do prazo fecham a lista de precedentes que podem ser usados pelo Flamengo. A única diferença entre esses exemplos e o caso do Estudiantes, e talvez esse seja o detalhe que acabe com a ação rubro-negra, é que o Estudiantes tem uma liminar do CAS autorizando a escalação de Marcos Rojo.
