Flamengo conta com precedentes em ação contra Estudiantes

Conmebol já eliminou times por escalação irregular de jogador, mas casos que dão base a defesa do Flamengo não contavam com liminar do CAS

26 out, 2026
Jogadores do Estudiantes e Flamengo em campo | Reprodução/Instagram/@edelpoficial
Jogadores do Estudiantes e Flamengo em campo | Reprodução/Instagram/@edelpoficial

Eliminado da Copa Libertadores em casa pelo Estudiantes de La Plata, Flamengo agora busca uma vaga na final por meio de uma ação judicial. O clube carioca argumenta que os argentinos escalaram de forma irregular o zagueiro Marcos Rojo e, por isso, deveriam perder o direito de jogar a grande decisão, cedendo o lugar ao rubro-negro. A defesa conta com outros casos, na Libertadores e na Sul-Americana, de eliminação por escalar jogadores de forma irregular.

A polêmica

Durante as quartas de final da Libertadores, o Estudiantes perdeu dois titulares na defesa, os zagueiros Leandro Piréz e Tomás Palacios. Os dois foram suspensos e não poderiam jogar o primeiro jogo da semifinal contra o Flamengo. Nessa situação, a diretoria foi atrás de Marcos Rojo, do Racing. A ideia era inscrever o lateral no lugar de Gabriel Neves, lesionado.


Estudiantes comemora classificação para a final da Libertadores (Foto: Reprodução/Instagram/@edelpoficial)


Tudo certo no Campeonato Argentino, mas a Conmebol não aceitou abrir uma vaga. Sendo assim, o jogador não pôde estrear no jogo de ida da semifinal, na Argentina. Para o jogo de volta, o Estudiantes recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS) e conseguiu escalar o reforço. O Flamengo, no entanto, havia avisado ao adversário que levaria o caso para a justiça caso Rojo jogasse. Agora, o clube carioca pede que seja aplicada a punição prevista no Código Disciplinar da Conmebol para escalação irregular de um jogador, ou seja, reverter o resultado da partida para um 3×0 para o Flamengo.

Precedentes na Conmebol

O principal caso em que se baseia o Flamengo é a situação vivida pelo Santos em 2018. Na época, o alvinegro praiano escalou Carlos Sánchez de forma irregular em um confronto contra o Independiente pelas oitavas de final da Libertadores. O meia estava suspenso desde 2015 por agredir um gandula, mas só foi jogar uma competição continental de novo três anos depois. Apesar do placar de 0x0 no jogo de ida, o Santos foi punido e o resultado revertido em um 3×0 para o Independiente. Tendo que golear o adversário para passar de fase, o clube paulista acabou eliminado.


Carlos Sanchéz enquanto jogava pelo Santos (Foto: Reprodução/Instagram/@andres_sanchezok)


Outras situações parecidas dão substância ao caso do Flamengo. Em 2017, a Chapecoense viu uma vitória se transformar em derrota após escalar o zagueiro Luiz Otávio em um jogo contra  o Lanús na fase de grupo da Libertadores. O time catarinense alegou que a suspensão só tinha sido notificada minutos antes da partida e bancou a escalação, mas foi punido e eliminado.

Além desses dois, a punição do Deportes Temuco, que tentou inscrever um jogador que já havia jogado por outro time na Copa Sul-Americana em 2018, e do Barcelona de Guayaquil pela inscrição de um atleta fora do prazo fecham a lista de precedentes que podem ser usados pelo Flamengo. A única diferença entre esses exemplos e o caso do Estudiantes, e talvez esse seja o detalhe que acabe com a ação rubro-negra, é que o Estudiantes tem uma liminar do CAS autorizando a escalação de Marcos Rojo.

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