França mudou estilo após queda para Espanha na Euro

Derrota na Euro de 2024 motivou mudanças táticas e reuniões internas que transformaram a França em um dos ataques mais fortes da Copa

14 jul, 2026
Equipe da França | Reprodução/Instagram/@equipedefrance
Equipe da França | Reprodução/Instagram/@equipedefrance

A França chega à semifinal da Copa do Mundo de 2026 vivendo uma realidade bem diferente daquela vista há dois anos. O time comandado por Didier Deschamps, antes criticado pelo estilo conservador e pela dificuldade de criar chances, passou por uma reformulação após a eliminação para a Espanha na Eurocopa de 2024.

Na ocasião, os franceses perderam por 2 a 1 justamente para o rival que voltarão a enfrentar nesta terça-feira (14), valendo vaga na decisão do Mundial. A derrota deixou a sensação de que o elenco tinha qualidade suficiente para jogar de forma mais ofensiva, mas não conseguia aproveitar o potencial dos seus principais jogadores.

O desempenho na Euro reforçou essa impressão. Em seis partidas, a França marcou apenas quatro gols, sendo dois deles contra. Pouco depois da competição, Olivier Giroud anunciou sua aposentadoria da seleção e, semanas depois, Antoine Griezmann também encerrou seu ciclo com a camisa francesa.

Reunião interna deu início à revolução

A primeira tentativa de mudança aconteceu logo na Liga das Nações. Deschamps promoveu Michael Olise ao time titular, mas a derrota por 3 a 1 para a Itália mostrou que apenas trocar peças não seria suficiente.


Didier Deschamps ao lado de Rayan Cherki (Foto: Reprodução/Instagram/@equipedefrance)


Foi então que a comissão técnica e os jogadores realizaram uma reunião a portas fechadas. A principal conclusão foi de que a França precisava mudar completamente sua postura com a bola, deixando de ser um time reativo para assumir mais protagonismo nas partidas.

Novo esquema potencializou Mbappé e companhia

A partir desse encontro, Deschamps abandonou o tradicional 4-3-3 e adotou o 4-2-3-1: Olise passou a atuar como principal articulador das jogadas, Dembélé voltou para a ponta direita, Mbappé assumiu a referência ofensiva e Doué ou Barcola ganharam espaço pelo lado esquerdo.


Kylian Mbappé (Foto: Reprodução/Instagram/@k.mbappe)


A mudança transformou o desempenho da equipe. Em seis jogos nesta Copa do Mundo, a França marcou 16 gols, ficando atrás apenas da Argentina no quesito ofensivo. Mbappé também vive grande fase e soma oito gols, brigando diretamente pela artilharia do torneio.

Agora, franceses e espanhóis voltam a se enfrentar em mais um duelo decisivo. Além da vaga na final, a seleção de Deschamps tenta mostrar que a revolução iniciada, após a derrota na Euro, realmente colocou a França entre as favoritas ao título mundial.

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