Lewis Hamilton vê queda de performance nos carros da F1 para 2026

Heptacampeão critica a complexidade dos carros de 2026 e diz que a nova geração exige adaptação maior dos pilotos e das equipes na pré-temporada

11 fev, 2026
Lewis Hamilton | Reprodução/Instagram/@ferrari
Lewis Hamilton | Reprodução/Instagram/@ferrari

Lewis Hamilton estreou o SF-26 na manhã desta quarta-feira (11), no início dos testes oficiais da Fórmula 1 no Bahrein, e não poupou palavras ao falar sobre os carros da nova era. Conhecido por criticar o regulamento do efeito solo, encerrado ao fim de 2025, o britânico havia deixado Barcelona com uma impressão positiva, dizendo que os modelos deste ano eram mais agradáveis de guiar. Depois das primeiras voltas em Sakhir, porém, o discurso mudou e o heptacampeão passou a adotar um tom mais cauteloso sobre o comportamento dos novos monopostos.

Hamilton destaca complexidade dos carros de 2026

Lewis Hamilton completou 52 voltas com a Ferrari em Sakhir, número que já permitiu ao britânico avaliar melhor o comportamento do carro em condições bem diferentes das encontradas em Barcelona. Segundo ele, o Bahrein apresenta mais poeira e temperaturas mais altas, o que dificulta encontrar o acerto ideal. Hamilton também observou que, na pista espanhola, há trechos longos de economia de energia antes das frenagens, algo que não se repete no traçado de Sakhir, onde as zonas de freada são mais diretas e acabam limitando esse tipo de estratégia.

“O carro é menor, mais leve e na verdade mais fácil de controlar. É divertido, mas acho que estamos mais devagar que a GP2 [atual F2] agora. É a sensação que temos”, disse o heptacampeão durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

Hamilton também comentou sobre a complexidade do novo sistema de recuperação de energia que estreia em 2026. A unidade de potência passa a operar com divisão equilibrada entre o motor a combustão e o sistema elétrico, cada um responsável por 50% da entrega.


Lewis Hamilton no Circuito de Sakhir (Foto: reprodução/ Glenn Dunbar/ Getty Images Embed)


Para o britânico, o funcionamento é extremamente técnico e pouco intuitivo, até mesmo para quem está dentro do carro. Ele contou que participou de várias reuniões com os engenheiros para entender os detalhes do sistema e ainda assim considera o processo difícil de assimilar. No uso prático, o gerenciamento parece mais simples em ritmo de volta lançada, mas pode mudar em simulações de corrida.

Hamilton explicou ainda que existe um mecanismo automático que aprende o estilo de pilotagem a cada volta. Porém, pequenos erros, como travar rodas ou sair da pista, alteram a distância percorrida e interferem nos cálculos do software. Por isso, segundo ele, o foco das equipes neste início é dominar o sistema e compreender melhor seu comportamento, algo que todos no grid estão tentando fazer ao mesmo tempo.

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