Jogadores da Inter de Milão são investigados por ligação com esquema ilegal
Investigação na Itália apura envolvimento de jogadores em esquema com festas de luxo; caso envolve serviços ilegais e suspeita de exploração
A Justiça italiana investiga denúncia contra jogadores da Inter de Milão e do Milan por suspeita de envolvimento em um esquema ilegal que promovia festas de luxo com serviços ilícitos. A apuração é conduzida por autoridades de Milão e envolve uma empresa que organizava eventos privados voltados a atletas e outras figuras públicas.
Segundo as investigações, os encontros incluíam reservas em casas noturnas, presença de acompanhantes e uso de substâncias proibidas. O caso também levanta suspeitas sobre possíveis crimes financeiros e exploração, ampliando o alcance das apurações.
Empresa promovia festas com serviços ilícitos
Segundo autoridades locais, a apuração gira em torno de uma agência suspeita de organizar eventos privados voltados a jogadores e celebridades. Os encontros incluíam reservas em casas noturnas, presença de acompanhantes e uso de substâncias como o óxido nitroso, conhecido como “gás do riso”.
Os eventos aconteciam tanto na Itália quanto em destinos internacionais, com estrutura voltada ao entretenimento de alto padrão. A empresa responsável teria sede na região metropolitana de Milão e atuava desde 2019.
Elencos de Inter e Milan durante a semifinal da Coppa Italia (Foto: reprodução/Giuseppe Bellini/Getty Images Embed)
Investigação envolve dezenas de nomes
De acordo com informações divulgadas pela imprensa europeia, dezenas de jogadores da elite do futebol italiano estão sob análise. Os nomes não foram oficialmente revelados, e até o momento não há confirmações de depoimentos formais por parte dos atletas.
A investigação também aponta a participação de empresários e outras figuras públicas, além da movimentação financeira suspeita entre os envolvidos.
Suspeitos foram detidos
A Justiça italiana determinou a prisão domiciliar de quatro pessoas ligadas à organização do esquema, incluindo os principais responsáveis pela empresa. Eles são investigados por exploração de serviços sexuais e lavagem de dinheiro.
Segundo as autoridades, embora a prostituição voluntária não seja considerada crime na Itália, a intermediação e exploração dessa atividade são ilegais.
Relatos indicam exploração de mulheres
Testemunhos reunidos durante a investigação indicam que mulheres eram recrutadas para participar dos eventos e recebiam parte dos valores pagos, enquanto a maior parcela ficava com os organizadores.
Há ainda suspeitas de que algumas delas eram submetidas a condições irregulares, o que ampliou o foco das autoridades para possíveis crimes de exploração.
Matéria feita por Rodrigo Marques (LORENA.IG)
