Irã pode não ir para a Copa do Mundo nos EUA, Canadá e México

País asiático vive uma guerra com os estadunidenses e cogita desistir da participação no mundial que acontece entre junho e julho deste ano

11 mar, 2026
Seleção iraniana | Reprodução/Instagram/@teammellifootball
Seleção iraniana | Reprodução/Instagram/@teammellifootball

Clima tenso meses antes da Copa do Mundo, em guerra contra o Irã, os Estados Unidos (EUA) vêm imprimindo constantes ataques ao país nas últimas semanas. Com o mundial se aproximando, existe a possibilidade de o país asiático não participar e caberá à Fifa definir um novo representante caso haja necessidade. Conforme o regulamento divulgado em maio do ano passado, mas para essa tomada de decisão, a desistência precisa ser oficial.

Vale ressaltar que, após recentes ofensivas dos EUA e de Israel ao território iraniano, o líder supremo  Ali Khamenei foi morto; a confirmação oficial aconteceu em 28 de fevereiro. Tendo as relações diplomáticas estremecidas pelo ataque e por outras medidas tomadas por Donald Trump, atual presidente. 

Entenda como fica a vaga do Irã

O país asiático conquistou sua vaga com tranquilidade nas eliminatórias do continente, tendo seu lugar garantido de forma direta. Neste novo formato com 48 seleções, a Fifa pretende polarizar o futebol, porém, mesmo estando a pouco de três meses do evento, a questão geopolítica entrou na frente. O atual governo iraniano vem respondendo, através dos canais estatais, que não pretende estar nos EUA e participar da Copa do Mundo.


Grupos da Copa do Mundo: Irã está no G (Foto: reprodução/Instagram/@fifa_world.cup26)


A opção, em caso de confirmação da desistência do Irã, é de livre escolha da instituição, pelo artigo 6.7 do regulamento da competição. Segundo o documento, a definição será feita exclusivamente pela FIFA do novo país que estará participando, a partir do momento em que uma seleção decidir se retirar do torneio. A depender do período em que isso ocorrer, a federação iraniana ainda terá valores a pagar para a entidade máxima do futebol.

O depósito terá que ser feito caso a renúncia seja 30 dias antes do início da Copa, a multa é cerca de 250 mil francos suíços (aproximadamente 1,6 milhão de reais). A saída do Irã pode beneficiar outras nações. Estão de olho nos acontecimentos Bolívia e Suriname, que se enfrentam na repescagem mundial em um primeiro jogo para ainda disputar uma segunda partida com o Iraque, que ganhou dos Emirados Árabes Unidos nos playoffs continentais, pulando confrontos extras.

Conflito interfere na Copa

Buscando uma maneira de colocar panos quentes na confusão, Gianni Infantino, presidente da Fifa, se pronunciou por meio de suas redes sociais, dizendo que havia conversado com Donald Trump e o presidente havia reforçado as boas-vindas à delegação iraniana. Porém, Ahmad Donyamali, ministro do Esporte iraniano, fez afirmações sobre o modelo de regime dos norte-americanos e o assassinato de Ali Khamenei. Concluindo que o país não iria para o território estadunidense.


Encontro de Infantino e Trump na Casa Branca (Foto: reprodução/Instagram/@gianni_infantino)


Conforme o sorteio, o Irã tem duas partidas marcadas para Los Angeles e uma para Seattle, todas em solo americano. Mesmo essa edição contendo outras duas sedes, as partidas foram espalhadas. A Fifa, no entanto, acredita que o conflito pode estar apaziguado até o começo da competição. Ainda não se tem certeza da desistência, pois a federação iraniana não emitiu à entidade um comunicado oficial. 

Com os olhos do mundo voltados para os EUA, que terá abertura e encerramento em seus estádios, o que chama atenção é atualmente o extra campo. Visto que, em tempos de guerra, o futebol deve ser sempre o segundo plano para a humanidade. 

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