Justiça nega liminar e Vasco busca alternativa em São Januário

Tribunal vetou o pedido para obrigar o Consórcio a disponibilizar o Maracanã ao Vasco da Gama por conta da questão da divergência sobre os laudos

05 out, 2026
Estádio do Maracanã na final da Libertadores de 2023 | Reprodução/X/@ESPNBrasil
Estádio do Maracanã na final da Libertadores de 2023 | Reprodução/X/@ESPNBrasil

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de tutela de urgência do Vasco da Gama para obrigar a Fla-Flu Serviços S.A., concessionária que administra o Estádio do Maracanã, a disponibilizar o estádio para a partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana de 2026 contra o Boca Juniors no dia 20 de outubro.

Na decisão da manhã desta segunda-feira (5), a juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, entendeu que ainda não estão presentes requisitos necessários para a concessão da liminar como a divergência entre os laudos técnicos sobre as condições e a recuperação do gramado do Maracanã.

Controvérsia envolvendo o gramado

O Vasco ainda sustenta que o uso não causaria dano irreversível ao gramado do Maracanã, contudo, a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. apresentou laudos e pareceres apontando risco à recuperação do gramado do campo e incompatibilidade com o calendário de utilização do estádio. A decisão ainda cabe recurso no Tribunal de Justiça para o clube recorrer.

A juíza ainda ressaltou que a negativa ainda não representa uma rejeição definitiva para a tese do Vasco da Gama, mas que não seria possível resolver a questão da controvérsia técnica sobre o gramado com uma decisão liminar.

Ela ainda ressaltou uma manifestação da Polícia Militar anexada pela concessionária que apontava a realização da partida no Estádio Nilton Santos (Engenhão), a casa do Botafogo. Segundo a decisão, o parecer do Vasco apenas comparava as condições do Maracanã com o de São Januário, sem analisar a possibilidade de outras alternativas para o mando de campo.

Vale lembrar que o Vasco precisa decidir o local da partida até 10 dias antes de sua realização segundo as regras da própria CONMEBOL, ou seja, até o dia 10 de outubro.

Alternativa em São Januário

Em meio a questão envolvendo o Maracanã, o Vasco busca até mesmo regularizar que o jogo contra o Boca Juniors aconteça na sua própria casa: O Estádio São Januário. A prioridade seria atuar contra o Boca Juniors na própria casa vascaína, apesar de que o estádio não cumpre os requisitos da CONMEBOL para as semifinais, exigindo capacidade mínima de até 30 mil lugares.


Estádio São Januário

Estádio São Januário (Foto: reprodução/X/@jornalextra)


Na última sexta-feira (2), o Vasco recebeu um parecer favorável do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro para aumentar a capacidade em 24 mil lugares, o que foi considerado um passo muito importante, mas que ainda não garante que o duelo seja realizado em São Januário.

O Vasco já tinha recebido um parecer favorável da prefeitura carioca que a disputa ocorresse tranquilamente em São Januário. Para oficializar o pedido para a Justiça, o clube ainda precisaria de parecer favorável da Polícia Militar, mesmo que o órgão entenda que nos bastidores que a partida aconteça no Maracanã.

As conversas seguem em meio ao imbróglio judicial.

Mais notícias