Kane abre espaços para Bellingham voltar a decidir
Entrosamento entre os dois jogadores tem sido decisivo para criar espaços no ataque e ampliar a influência do atacante nas partidas
Jude Bellingham voltou a ser um dos grandes protagonistas da Inglaterra na Copa do Mundo de 2026. Autor dos dois gols na vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, que garantiu a classificação inglesa para a semifinal, o meia chegou a seis gols no torneio e passou a viver um momento muito parecido com o auge da sua primeira temporada no Real Madrid.
Por trás dessa evolução está um movimento que tem feito toda a diferença dentro de campo: Harry Kane deixou de atuar apenas como centroavante e passou a recuar constantemente para participar da construção das jogadas. Com isso, a defesa adversária é atraída para fora da área, abrindo espaços para que Bellingham apareça infiltrando e finalize com liberdade.
Segundo análise publicada pelo jornal espanhol As, essa dinâmica lembra diretamente o modelo implantado por Carlo Ancelotti no Real Madrid durante a temporada 2023/24.
Plano criado por Ancelotti voltou a funcionar
Na época, sem Karim Benzema e antes da chegada de Kylian Mbappé, o treinador transformou Bellingham em um meia de chegada, responsável por invadir a área e aparecer como elemento surpresa. A estratégia deu resultado imediato. Naquela temporada, o inglês marcou 23 gols, distribuiu 13 assistências e foi um dos principais nomes das conquistas da La Liga e da Liga dos Campeões.
Kylian Mbappé no Real Madrid (Foto: reprodução/Instagram/@k.mbappe)
A movimentação de Kane pela seleção inglesa reproduz exatamente essa ideia. Ao sair da área para participar da criação das jogadas, o atacante arrasta a marcação e deixa o corredor central livre para que Bellingham ataque o espaço. Foi assim que o camisa 10 voltou a aparecer com frequência em posições de finalização e recuperou o protagonismo ofensivo.
Mudança de função fez o inglês reencontrar o melhor futebol
Com a chegada de Mbappé ao Real Madrid, Bellingham passou a desempenhar uma função diferente. O meia precisou atuar mais recuado, participando da criação das jogadas e ajudando na marcação, o que diminuiu sua presença na área e reduziu seus números ofensivos.
Na seleção inglesa, porém, o cenário voltou a favorecer suas principais características. Kane segue sendo o principal atacante da equipe, mas atua de maneira muito mais móvel, recuando para organizar o jogo e permitindo que Bellingham ocupe os espaços deixados na defesa adversária.
Bellingham comemorando gol na Copa (Foto: Reprodução/Instagram/@judebellingham)
O resultado apareceu rapidamente. O camisa 10 marcou quatro gols nas duas últimas partidas da Inglaterra e recuperou a confiança justamente no momento mais importante da competição. Além dos números, voltou a ser decisivo e a liderar a equipe em momentos de pressão.
Agora, Inglaterra e Argentina disputam uma vaga na grande final da Copa do Mundo. A expectativa é que a parceria entre Kane e Bellingham continue sendo uma das principais armas da seleção inglesa na busca pelo bicampeonato mundial.
