Lesão de Paquetá repete cenário de títulos históricos da Seleção Brasileira em Copas

Histórico mostra que mudanças na equipe durante a Copa do Mundo não impediram o Brasil de conquistar quatro dos cinco títulos mundiais

05 jul, 2026
Lucas Paquetá | Reprodução/Instagram/@lucaspaqueta
Lucas Paquetá | Reprodução/Instagram/@lucaspaqueta

A lesão de Lucas Paquetá trouxe uma preocupação para a Seleção Brasileira às vésperas das oitavas de final da Copa do Mundo. Titular absoluto da equipe comandada por Carlo Ancelotti, o meio-campista sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda e está fora das próximas fases do torneio. Apesar da baixa, a história mostra que mudanças importantes no time durante uma Copa do Mundo não impediram o Brasil de levantar a taça em outras oportunidades.

Ao longo das cinco campanhas vitoriosas da Seleção em Mundiais, apenas uma manteve a formação considerada ideal da estreia até a decisão. Nas demais conquistas, lesões, suspensões e escolhas técnicas obrigaram os treinadores a reformular a equipe ao longo da competição, sem comprometer o objetivo final. Agora, o desafio da comissão técnica será reorganizar o setor de meio-campo para manter o Brasil na disputa pelo hexacampeonato.

Mudanças marcaram campanhas vitoriosas

A primeira conquista brasileira, em 1958, é um dos exemplos mais emblemáticos. Pelé e Garrincha começaram a competição no banco de reservas e só assumiram a titularidade após as primeiras partidas da fase de grupos. A mudança deu nova força ao time comandado por Vicente Feola, que iniciou a caminhada rumo ao primeiro título mundial.

Quatro anos depois, o Brasil precisou superar um obstáculo ainda maior. Pelé sofreu uma lesão muscular durante a fase de grupos da Copa de 1962 e não voltou mais a atuar na competição. Mesmo sem seu principal jogador, a Seleção encontrou em Garrincha, Amarildo e Vavá os protagonistas da campanha que terminou com o bicampeonato.

A única exceção aconteceu em 1970. Embora Gérson tenha sido preservado em parte da primeira fase por conta de um problema físico, a equipe considerada ideal voltou a atuar junta nas quartas de final e permaneceu sem alterações até a decisão contra a Itália, quando conquistou o tricampeonato.

Lesões e mudanças também fizeram parte do tetra e do penta

Na campanha do tetracampeonato, em 1994, o Brasil também precisou lidar com alterações importantes. O zagueiro Ricardo Rocha sofreu uma lesão logo na estreia e deu lugar a Aldair. Leonardo foi expulso nas oitavas de final e acabou substituído por Branco, enquanto Raí perdeu espaço na equipe durante o mata-mata, abrindo caminho para a entrada de Mazinho.

Já em 2002, embora a Seleção não tenha enfrentado problemas significativos por lesão durante o torneio, o técnico Luiz Felipe Scolari promoveu uma mudança estratégica nas quartas de final. Kléberson assumiu a vaga de Juninho Paulista, reforçando o meio-campo e oferecendo maior equilíbrio à equipe que conquistaria o pentacampeonato.


Lesão de Lucas Paquetá  no último jogo ( Foto: reprodução/Getty Images Embed/North America)


O retrospecto demonstra que adaptações ao longo da competição fazem parte da história da Seleção Brasileira. Agora, sem Lucas Paquetá, Carlo Ancelotti terá a missão de encontrar uma nova formação para manter o Brasil competitivo no mata-mata. A primeira oportunidade será neste domingo, diante da Noruega, em confronto válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo, quando a equipe buscará manter vivo o sonho da conquista do sexto título mundial.

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