Neymar: jornal espanhol define seu adeus como paradoxo cruel

Artigo analisa a despedida precoce do craque Neymar e questiona o declínio físico em comparação com rivais veteranos Messi e CR7

07 jul, 2026
Neymar | Foto: Reprodução/X/@realmilgrauu
Neymar | Foto: Reprodução/X/@realmilgrauu

O jornal Marca, da Espanha, afirmou que a despedida de Neymar da seleção brasileira é como um “paradoxo cruel”. Após a trágica eliminação do Brasil nas oitavas de final para a Noruega, numa derrota por 2 a 1, o jornal publicou nesta terça-feira (07) um artigo de opinião que destaca toda a preparação do atacante para substituir o protagonismo do futebol mundial, justamente quando Messi e Cristiano Ronaldo finalmente se aposentassem. Ocorre que Neymar acabou se despedindo antes dos outros dois craques.

Atributos para assumir o trono mundial

Segundo o jornal espanhol, Neymar reunia todas as capacidades técnicas para assumir a posição de melhor jogador do mundo: “Era o herdeiro natural de uma era irrepetível, o único jogador que parecia reunir talento, carisma e dimensão midiática suficientes para ocupar o trono que durante mais de 15 anos foi compartilhado pelo argentino e pelo português”.


Neymar e Vinícius Júnior (Foto: reprodução/X/@FabrizioRomano)


De acordo com o jornal Marca, esse caminho vitorioso foi construído passo a passo e parecia inevitável. Cedo, Neymar conquista a prestigiada Liga dos Campeões da Europa, a principal competição de clubes do futebol mundial, assume o protagonismo precoce no time principal do Brasil e quem assistia ao camisa 10 jogar jamais pôde afirmar que o atleta não tinha um talento técnico fora do comum.

Lesões e a permanência dos veteranos

Essa previsão otimista, porém, não se concretizou na realidade. O texto do jornal apontou as constantes lesões como principais culpadas, além de más decisões tomadas ao longo da carreira, a profunda frustração com a seleção brasileira e, por conseguinte, a perda de regularidade que seu futebol vistoso tanto merecia.

Por outro lado, Messi e Cristiano Ronaldo, cerca de 5 anos mais velhos, simplesmente se negaram a ir embora dos gramados. Aos 39 e 41 anos respectivamente, os craques adaptaram seu modo de jogar, seguiram competindo em alto nível e marcaram forte protagonismo nesta Copa do Mundo.


Neymar chorando (Foto: Reprodução/X/@FabrizioRomano)


O texto do jornal espanhol encerra com a seguinte pergunta reflexiva: “Como um jogador destinado a suceder Messi e Cristiano, terminou se despedindo antes deles?”. Segundo o jornal, esse seria o grande paradoxo, visto que aquele que foi instruído diretamente para substituir os dois maiores jogadores dos últimos tempos vê-se agora despedindo-se antes mesmo daqueles que ousaria substituir na história.

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