Noruega vence jogo apertado contra a Costa do Marfim
Em um jogo de muito volume ofensivo de ambas as equipes, o cometa Haaland marca e leva os noruegueses às oitavas de final do mundial
A Copa do Mundo de 2026 segue fazendo história, colocando coadjuvantes como protagonistas. No duelo entre Noruega e Costa do Marfim, que terminou 2 a 1 para os vikings, que vão para as oitavas de final enfrentar a seleção brasileira. Pelo lado africano, os marfinenses têm muito do que se orgulhar, com um jogo disputado do início ao fim, com chances reais de classificação.
Vale lembrar que a Costa do Marfim já havia feito história ao se classificar como segundo colocado do grupo E, que tinha Alemanha e Equador, duas seleções com maior tradição em mundiais e de quem se esperava um desempenho melhor, tanto que a classificação dos equatorianos veio somente na última rodada em um jogo dramático contra os alemães.
Resumo da partida
Com duas seleções buscando a classificação, o jogo começou franco desde o início, com a surpresa de uma Costa do Marfim extremamente ofensiva e com um sistema de marcação difícil de passar. As melhores chances criadas foram dos africanos, que obrigou Ørjan Nyland a fazer grandes defesas. A Noruega havia chegado apenas uma vez até os 39 minutos com uma jogada individual de Antonio Nusa, destravando a defesa marfinense e abrindo o placar.
👍 VEM TRANQUILO, NORUEGA! 👀
Com Haaland decidindo, a Noruega venceu a Costa do Marfim e foi a primeira europeia a avançar de fase.
Parabéns, Noruega, muito legal, mas a resenha acaba aqui ok? Brasil neles! 🇧🇷@budweiser_br #BudNaCopa #BebaComModeração #VídeoPatrocinado pic.twitter.com/E6rhN4VWEk
— CazéTV (@CazeTVOficial) June 30, 2026
Melhores momentos de Noruega e Costa do Marfim (Vídeo: reprodução/X/@CazeTvoficial)
Com o 1 a 0 a favor, a Noruega parecia ter um jogo controlado, mas a Costa do Marfim vendeu essa classificação muito cara. Tanto que, após muitas tentativas e defesas do goleiro norueguês, assim como no primeiro tempo. Em mais uma jogada individual, a joia marfinense Amad Diallo colocou a igualdade no placar, dando esperança aos torcedores.
Após o empate, o jogo ficou ainda mais aberto e o técnico da Costa do Marfim colocou o time ainda mais ofensivo para tentar a virada e a vaga nas oitavas de final. Mas quem tem Erling Haaland como centroavante e entre os artilheiros da Copa tem uma máquina e, aos 41 minutos, em um cruzamento pela direita, o camisa 9 teve apenas o trabalho de colocar a bola na rede.
Remada norueguesa na vitória contra a Costa do Marfim (Vídeo: reprodução/Instagram/@herrelandslaget)
Com o gol contra a Costa do Marfim, Haaland chegou ao quinto gol nesta edição. Messi tem seis tentos anotados, mas ainda joga nesta fase, assim como Mbappé, que tem quatro bolas na rede. Os três brigam pela artilharia além do título, que será inédito apenas para o norueguês, já que seus concorrentes ganharam em 2022 e 2018, respectivamente.
Confronto com o Brasil
O confronto das oitavas de final coloca frente a frente duas seleções em momentos diferentes. O Brasil veio para este mundial cercado de desconfiança pelas atuais, mas teve uma evolução dentro da competição a partir do jogo contra o Haiti, ainda na fase de grupos. A partida contra o Japão trouxe alguns ensinamentos e uma dificuldade de sair da marcação feita pelos japoneses, que saíram na frente, mas tomaram a virada com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli, que entrou no segundo tempo.
Brasil e Noruega na Copa do Mundo de 1998 (Foto: reprodução/Tony Marshall/Getty Images Embed)
Já a Noruega tem, em muitos anos, uma geração que se dá o direito de sonhar em seguir no mundial. Além de Haaland, Martin Ødegaard, Alexander Sørloth, Nusa e o goleiro Nyland jogam em grandes equipes do futebol mundial e podem fazer a diferença contra a equipe brasileira. As duas seleções já se enfrentaram em mundial na edição de 1938, quando o formato era diferente, e a lembrança não era boa para os brasileiros, que perderam na prorrogação por 4 a 3.
No confronto de domingo (05), no entanto, o passado não entra em campo, mas as duas buscam a vaga nas quartas de final para seguir cada vez mais próximo do objetivo de levantar a taça. Para o Brasil, a sexta vez após um jejum de 24 anos, e para a Noruega, o inédito título em sua história, sendo ela talvez a nona campeã do mundo.
