Paquetá, Lino e promessa da base: quem pode deixar o Flamengo sem receita das bets

Crise de receitas com a Betano força diretoria a considerar saídas de estrelas para honrar compromissos de transferências internacionais

02 out, 2026
Lucas Paquetá e Samuel Lino I Reprodução/Instagram/@lucaspaqueta/@osamuellino
Lucas Paquetá e Samuel Lino I Reprodução/Instagram/@lucaspaqueta/@osamuellino

A diretoria do Flamengo analisa a venda de Samuel Lino e Lucas Paquetá como alternativa financeira caso a proibição das casas de apostas no Brasil persista até 2027. Nos últimos dias, o clube debateu cenários para enfrentar o impacto da medida, considerando que dependia das receitas da Betano para quitar parcelas de contratações caras nos próximos anos.

Samuel Lino emerge como a principal opção de saída. O atacante de 26 anos ganha espaço no mercado internacional após receber nova convocação para a seleção brasileira e fecha a temporada em alta performance. Internamente, a avaliação é que o atleta geraria os maiores recursos em 2026. Segundo dados do clube, Lino foi adquirido do Atlético de Madrid por 25 milhões de euros. O Flamengo pagou uma parcela em 2025, restando duas até 2027.

Lino na mira do mercado externo

Uma eventual transferência de Lino funcionaria como respiro financeiro imediato, já que injetaria capital num momento delicado para a tesouraria rubro-negra. Sua trajetória recente o posiciona de forma vantajosa entre clubes europeus que buscam reforços no ataque. A continuidade do projeto depende, agora, das decisões do Flamengo quanto aos compromissos externos pendentes.

Lucas Paquetá configura a segunda alternativa de negócio pela dimensão das obrigações futuras. O meia foi contratado do West Ham por 42 milhões de euros, com metade ainda não quitada até 2027. Desde sua chegada ao Flamengo, Paquetá não conquistou a titularidade absoluta sob o comando de Leonardo Jardim.

Paquetá e a maior dívida do Flamengo

O presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) apontou a parcela vencível de Paquetá em 2027 especificamente porque se trata da maior contratação da história do clube. Nesta quinta-feira, o diretor José Boto sinalizou que atrasos nos pagamentos são possíveis caso o cenário financeiro se deteriore.

“Quando o presidente diz ‘como é que eu vou pagar o Paquetá’, não é o salário do Paquetá. É como é que vamos pagar ao West Ham compromissos que assumimos”, afirmou Boto.

Outros nomes integram o leque de possíveis saídas. Gonzalo Plata recusou proposta do Dinamo de Moscou por 12 milhões de dólares e retornou com avaliação médica reprovatória. O volante Everton Araújo posiciona-se como a melhor opção de venda entre os jovens, ainda que sua lesão atual adie movimentações. Lorran já foi negociado para o Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, por aproximadamente 1,3 milhão de euros.


 

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Lucas Paquetá em treino pelo Flamengo (Foto: reprodução/Instagram/@flamengo)


A receita da Betano sustenta grande parte do orçamento rubro-negro. O contrato vigente prevê 268 milhões de reais anuais de entrada, com cerca de 40 milhões de reais destinados ao pagamento de atletas. A casa de apostas ainda não acionou cláusulas de rescisão, mas manifestou inquietação sobre os desdobramentos da proibição.

O clube acredita que os recursos da Betano ainda permitiriam investimentos em 2026. As receitas deste ano foram antecipadas para viabilizar contratações. Contudo, a perspectiva sombria traçada pela administração ultrapassa Paquetá. Emerson Royal, Joaquín Freitas e Anthony Valencia também carregam parcelas futuras em aberto, expandindo a gama de possíveis transferências caso a proibição das bets se concretize.

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