TJD-SP denuncia trio após polêmicas no San-São pelo Paulistão
Árbitro, jogador e dirigente vão a julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo após uma série de episódios polêmicos registrados
O clássico entre São Paulo e Santos, válido pelo Campeonato Paulista e realizado no Morumbis, segue repercutindo fora das quatro linhas. Nesta segunda-feira, o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) denunciou o meio-campista Gabriel Menino, o diretor-executivo Alexandre Mattos e o árbitro João Vitor Gobi por condutas registradas durante e após a partida.
Os episódios analisados pela Procuradoria do TJD-SP envolvem desde decisões e atitudes da arbitragem até reações de jogadores e dirigentes em um confronto marcado por tensão. As denúncias foram formalizadas com base na súmula do árbitro e em relatos de envolvidos no clássico, que terminou com vitória do São Paulo por 2 a 0 sobre o Santos.
Árbitro é acusado de abuso de autoridade
João Vitor Gobi, responsável por comandar o San-São, foi enquadrado no artigo 273 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da prática de atos com excesso ou abuso de autoridade. A denúncia surgiu após jogadores das duas equipes afirmarem que o árbitro teria dirigido xingamentos ao lateral santista Vinicius Lira durante o andamento da partida.
Caso seja considerado culpado, o árbitro pode receber desde uma advertência simples até uma suspensão que pode chegar a 180 dias. Além disso, o regulamento prevê a aplicação de multa, cujo valor máximo estipulado é de R$ 1.000,00. O julgamento promete reacender o debate sobre a conduta e o preparo da arbitragem em jogos de grande rivalidade no futebol paulista.
Árvitro João Vitor Gobi (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Riquelve Nata/Sports Press Photo)
Gabriel Menino pode pegar gancho pesado
Expulso ainda no decorrer da derrota santista, o meio-campista Gabriel Menino foi denunciado em três artigos diferentes do CBJD. O primeiro é o artigo 250, por impedir uma oportunidade clara de gol. Além disso, o atleta foi enquadrado no artigo 258, parágrafo segundo, inciso dois, que se refere ao desrespeito à equipe de arbitragem.
A terceira infração atribuída ao jogador é baseada no artigo 219, por danificar a praça de desporto. De acordo com o que foi registrado na súmula, Gabriel Menino teria xingado a arbitragem após a expulsão e, na sequência, chutado uma das bases utilizadas para posicionar as bolas de reposição ao redor do campo.
Somadas, as acusações podem resultar em uma punição severa. A pena máxima prevista nos artigos citados pode alcançar até 180 dias de suspensão, o que representaria um desfalque significativo para o Santos em boa parte da temporada, caso a punição máxima seja aplicada.
Meio-campista Gabriel Menino (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Riquelve Nata/Sports Press Photo)
Dirigente denunciado por invasão de área restrita
Outro nome envolvido no processo é o do diretor executivo Alexandre Mattos. O dirigente foi denunciado com base no artigo 258-B do CBJD, que pune a invasão do espaço destinado à equipe de arbitragem sem autorização. Segundo o relato, Mattos entrou na área dos árbitros durante o intervalo da partida para reclamar da falta de critério nas decisões tomadas ao longo do primeiro tempo.
A atitude foi interpretada como uma infração disciplinar, independentemente do teor das reclamações. O código prevê punições que variam entre multa e suspensão por determinado período, a depender da avaliação dos auditores.
O julgamento de Gabriel Menino, Alexandre Mattos e João Vitor Gobi está marcado para esta terça-feira, a partir das 17h (horário de Brasília), no TJD-SP. As decisões podem ter impacto direto tanto no andamento do Paulistão quanto no debate sobre disciplina, arbitragem e comportamento nos clássicos estaduais.
