Brasileirão se destaca como uma das 10 principais ligas com mais trocas de treinadores durante o ano

Dezessete dos 20 clubes brasileiros já tiveram troca de comandante logo no começo do ano; pressão por resultado se mostra grande na liga nacional

06 maio, 2026
Rogério Ceni treinando o Bahia | Reprodução/ Instagram/@rogerioceni
Rogério Ceni treinando o Bahia | Reprodução/ Instagram/@rogerioceni

O campeonato brasileiro, ou simplesmente Brasileirão, está ocupando atualmente a 6ª posição na lista dos clubes que mais trocaram de treinadores ao longo da temporada. De acordo com o levantamento do CIES, 17 dos 20 clubes da Série A mudaram de comando ao menos uma vez no período, o equivalente a 85% da competição. Nas 55 ligas analisadas mais de 50% delas teve ao menos uma troca de treinador por time.

A pesquisa do CIES ao redor do mundo

O estudo do Observatório mostra que no Brasil os treinadores tem uma média maior de idade do que nas ligas ao redor do mundo, o que mostra uma preferência de equipes brasileiras pelos “medalhões” , nomes consolidados no mercado de técnicos brasileiros. A Bulgária lidera as pesquisas com a média de idade mais alta entre os treinadores com 55,6 anos de média e a Suécia é a que possui a menor média de idade com 43,5 anos.


Treinador Dorival Junior (Foto: reprodução/Instagram/@dorivaljroficial)


Segundo o Observatório de Futebol do CIES, os números refletem a “instabilidade crônica” presente na maioria dos clubes ao redor do mundo, especialmente em ligas em que há pressão imediata por resultados.

A pressão por resultados no Brasileirão 

O Brasileirão sempre esteve entre as ligas com maior pressão por desempenho em todo o mundo, e, quando algum time tem maus resultados, a troca no comando técnico é vista como a principal arma de defesa do clube. Ligas estrangeiras priorizam a implantação de filosofias diferenciadas e inovadores de jogo, proporcionando uma oportunidade para treinadores mais jovens com ideias mais estratégicas, como por exemplo o Arsenal, do ex-jogador Mikel Arteta.


Mikel Arteta (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Jacques Feeney)


A cultura do futebol brasileiro já prioriza muito mais os títulos em si do que a criação de ideias para revolução de jogadores e esquemas táticos. A paciência da diretoria  quando um time não entrega resultados, é reduzida ,causando instabilidade no comando do treinador. As diretorias dos times brasileiros não investem na formação de elencos e projetos a longo prazo, visando sempre uma manutenção na elite do futebol nacional.

Mais notícias