Max Verstappen domina GP do Bahrein e conquista primeira vitória na F1 2026

Tetracampeão mundial termina jejum de 15 GPs em corrida marcada por atrasos, problemas eletrônicos e múltiplos safety-cars

04 out, 2026
Max Verstappen I Reprodução/Instagram/@redbullracing
Max Verstappen I Reprodução/Instagram/@redbullracing

Max Verstappen venceu o GP do Bahrein de Fórmula 1 neste domingo (4) em Sepang, na Malásia, conquistando sua 72ª vitória na carreira. Andrea Kimi Antonelli terminou em segundo e Lewis Hamilton em terceiro. A corrida foi marcada por chuva forte e falhas de software que paralisaram cerca de metade dos carros.

Verstappen largou em terceiro lugar e perdeu posições na largada. A recuperação, porém, foi rápida. Com ritmo superior ao campo, disparou para a liderança e controlou a prova até o final, consolidando um triunfo que encerrava seu jejum de 15 GPs sem vitória desde Abu Dhabi 2025.

Caos em Sepang

A chuva forte caiu 40 minutos antes da largada prevista, forçando adiamentos sucessivos. A corrida começou 1 hora e 40 minutos após o horário planejado. Antes mesmo da relargada, a volta de apresentação revelou um problema grave: falhas de software deixaram vários pilotos sem potência na pista.

Pilotos como Lewis Hamilton precisaram parar a máquina ainda no reconhecimento. A Direção de Prova acionou a bandeira vermelha, suspendendo a corrida por completo enquanto os engenheiros tentavam resolver o mal. O problema afetava principalmente carros com motores Ferrari, além de unidades Audi e Ford. Essa situação forçou uma pausa adicional enquanto a equipe técnica inspecionava os sistemas e redefinia protocolos de segurança.


 

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Largada (Vídeo: reprodução/Instagram/@f1)


Quando a corrida recomeçou, pilotos se posicionavam em uma confusão tática de pneus. Alguns usavam intermediários, que se mostraram mais rápidos nos primeiros giros em pista molhada. Outros optaram por slicks já na largada. A dupla Mercedes aparecia bem posicionada: Antonelli na ponta, Russell em segundo lugar. Verstappen, terceiro no grid, observava essa dinâmica antes de avançar seu plano de recuperação.

Valtteri Bottas causou o primeiro safety-car na volta 9 ao errar e ficar preso na brita. O carro de segurança permitiu que quem apostara em intermediários, como Verstappen, entrasse nos boxes e migrasse para slicks. Antonelli também aproveitou a parada de pneus, mas Verstappen já planejava seu ataque. Na volta 13, com a relargada, o holandês atacou com agressividade: dançou nas duas primeiras curvas antes de passar Antonelli na terceira. A liderança estava conquistada.

O incidente entre Sainz e Bortoleto marcou mais um capítulo caótico da prova. Sainz foi para fora da pista após o toque, perdendo dez posições e caindo para 18º lugar. Bortoleto, envolvido no acidente, recebeu punição de 10 segundos adicionados ao tempo final. A investigação colocou a manobra sob escrutínio, deixando clara a tensão nas primeiras voltas da corrida.

Hamilton, enquanto isso, limpava caminho pelo pelotão. Grudava na dupla Audi e avançava suas posições com consistência. Quando chegou para atacar Hülkenberg, Bortoleto entrou nos boxes, abrindo espaço. Hamilton alcançou a nona colocação com pneus macios que se pagavam bem naquele estágio da corrida. O ritmo do britânico era outro, gradualmente subindo de temperatura nos compostos e ganhando confiança.

Antonelli, recuperado após a troca de pneus, começava a recuperar espaço em relação a Russell. O italiano indicava no rádio que possuía mais ritmo, pedindo indiretamente uma inversão de posições. Russell garantia que seus pneus estavam bem, mantendo a segunda colocação por enquanto. A dupla Mercedes apresentava uma dinâmica interna tensa, com Antonelli pressionando constantemente.

Hamilton demorou um pouco mais a chegar em Piastri. O piloto da McLaren dosava seu ritmo sobre pneus duros, tentando esticar a estratégia. Quando Hamilton encostou de verdade, a passagem saiu sem maiores dificuldades. Em seguida, tirou Lindblad do caminho com facilidade, prosseguindo sua escalada no grid. Ocon estava grudado e virou presa também. Na volta 23, Hamilton destituiu Lawson da quinta posição. A distância para a frente, porém, era considerável.

Antonelli chegou de vez em Russell e atacou para recuperar o segundo lugar. O movimento era visível: Antonelli pressionava, recuperava espaço e finalmente passava. Restava saber se teria ritmo para ameaçar a vantagem de Verstappen. O holandês, porém, só fazia aumentar sua margem, controlando a corrida com autoridade.

Leclerc e Norris chegavam juntos a Hülkenberg. Com pneus macios, Leclerc passou Norris, que calçava duros. O piloto da Ferrari deixava Hülkenberg para trás sem maiores problemas, ganhando terreno. Norris demorou alguns momentos, mas completou a ultrapassagem em Hülkenberg também, mantendo-se no grupo de perseguidores.

Antonelli passou aberto demais na última curva e quase precisou retornar aos boxes. Perdeu muito tempo naquele movimento e pediu à equipe que verificasse se a asa dianteira havia sofrido dano. O incidente custava segundos preciosos quando a liderança de Verstappen se consolidava.

O pessoal que havia mantido slicks desde a largada começava a parar nos boxes. Gasly foi primeiro, depois Leclerc no fim da volta 28, recolocando pneus macios. Norris colava no grupo de top-10, com movimentos que o mantinham relevante. Na volta 28, Norris passou Ocon e Lawson, consolidando o oitavo lugar após Lawson se abrir na freada.

Leclerc voava com os novos pneus macios. Era o mais rápido da pista, mais de 1 segundo acima de qualquer outro piloto. Retornou ao top-10 sem perder tempo significativo. Russell entrou no fim da volta 32 e também colocou pneus macios, mantendo-se na briga pelo pódio.

Verstappen e Antonelli foram aos boxes na volta 33. Ambos receberam pneus macios e retornaram à pista. Após essa janela de paradas, Verstappen liderava e Antonelli estava 10 segundos atrás, com Russell, Hadjar, Hamilton, Leclerc, Lawson, Piastri, Norris e Lindblad completando o top-10. Hamilton não estava satisfeito com seus pneus, relatando no rádio que estavam horríveis. A situação exigia mais alguns giros para aquecê-los adequadamente.

Fim de corrida turbulento e vitória de Verstappen

Alexander Albon causou o segundo safety-car perto do fim. Russell precisou parar em resposta à situação de segurança. Norris saiu da pista e perdeu posições, aumentando a zorra absoluta nos momentos finais. A corrida que já havia sobrevivido a atrasos, falhas eletrônicas e um toque controverso agora enfrentava mais esse caos.

Alonso ultrapassava Ocon para tomar o 11º posto durante essa confusão. Hülkenberg deixou dois para trás de uma vez: Ocon e Stroll, mirando Alonso na sequência. Alonso perseguia Lindblad com ótimo ritmo de pneus duros, pressionando constantemente. Com competência, o espanhol ultrapassou Lindblad e entrou na zona de pontos. Os movimentos continuavam pelo grid, encerrando uma prova que combinava estratégia, caos técnico e reviravoltas até o final.


Max Verstappen (Foto: reprodução/ Kym IIIman/ Getty Images Embed)


O próximo grande prêmio será em Singapura entre 9 e 11 de outubro.

Tetracampeão conquista primeira vitória na F1 em 2026

Max Verstappen conquistou sua primeira vitória na temporada 2026 e encerrou um período sem triunfos que durava desde o GP de Abu Dhabi de 2025. O resultado também marcou o primeiro sucesso do motor Ford desde o retorno da fabricante à Fórmula 1, quebrando um jejum de 23 anos, iniciado após a vitória de Giancarlo Fisichella pela Jordan no GP do Brasil de 2003.

A conquista em Sepang teve um significado especial para o tetracampeão, que venceu pela segunda vez no circuito malaio. Foi justamente nessa pista que, em 2017, ele encerrou a maior sequência de corridas sem vencer de sua carreira, após 30 etapas. Com o novo resultado, o holandês chegou à marca de 72 vitórias na Fórmula 1.

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