Zidane enfrenta primeiro desafio como técnico da França
O ídolo francês Zidane já precisa “apagar incêncio” no vestiário antes mesmo de entrar em campo no primeiro jogo como técnico da seleção
Às vésperas da estreia de Zinédine Zidane no comando da França, contra a Turquia nesta sexta-feira (25), em Izmit, declarações de Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé à imprensa sobre a Bola de Ouro de 2026 repercutiram na seleção por terem sido interpretadas como respostas indiretas entre os dois. Mbappé, porém, afirmou na segunda-feira (21), durante a concentração da equipe em Clairefontaine, que conversou com o companheiro e negou que haja tensão entre eles.
Dois craques na disputa
Kylian Mbappé, que já figura como um dos grandes astros da história recente da França, ainda não conseguiu cativar os jornalistas que escolhem, todo ano, o melhor jogador do mundo. Aliás, ele só chegou ao “Top 5” duas vezes, em 2018, quando venceu a Copa do Mundo com apenas 19 anos, e em 2023. Mas agora, tendo sido o protagonista inegável da França no maior palco do futebol mundial e artilheiro na liga espanhola, o craque acredita que chegou a sua vez. É nesse contexto que surge a polêmica fala recente, em que declarou que apesar de seu companheiro de seleção ser muito talentoso, ele, Mbappé, sempre foi considerado “o escolhido”.
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Dembelé, do PSG, venceu a última Bola de Ouro (Foto: Reprodução/Instagram/@psg)
Ousmane Dembélé, que já foi premiado na Bola de Ouro do ano passado, aparece como grande candidato a conseguir uma “dobradinha” de melhor do mundo. Apesar de uma temporada mais apagada do que a última, venceu novamente a Liga dos Campeões e vem se consolidando como grande referência para o PSG e a França. Já foi muito criticado, mas deu a volta por cima. Sobre a declaração de Mbappé, apenas respondeu que “nunca fui o escolhido. Trabalhei e fui recompensado”.
Situação da França
A seleção francesa, apesar de recheada de craques, não vem em boa fase. Ou melhor, não vem em boa fase para os Les Bleus. São duas finais seguidas e uma semi nas últimas três Copas, com direito a um título. Campanhas respeitáveis para qualquer seleção, mas que mostram um claro declínio técnico.
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O elenco francês de 2018, com muitos jogadores já aposentados ou que não jogam mais o mesmo futebol (Fotos: Reprodução/Instagram/@fifaworldcup)
A gereção de ouro de 2018, já envelhecida, ironicamente só poderá contar com Mbappé e Dembélé no próximo ciclo. A saída de Deschamps, ex-técnico campeão do mundo, também pode representar um novo fôlego para o futebol francês. Quem o substitui é Zidane que, além de ter feito uma grande carreira como jogador, foi campeão da Champions três anos seguidos enquanto comandava o Real Madrid.
