Adriana Garambone: “Sou uma mulher em movimento e ainda muito interessada no que vem pela frente”

Com uma trajetória de 35 anos, Adriana Garambone revela os desafios de permanecer, se reinventar e continuar apaixonada pela profissão

23 set, 2026

Em uma profissão em que o tempo costuma ser medido por temporadas, novelas, espetáculos e personagens, completar 35 anos de carreira representa muito mais do que uma marca no calendário. Significa ter atravessado diferentes momentos da dramaturgia brasileira, acompanhado transformações profundas na televisão, experimentado linguagens distintas e, principalmente, encontrado maneiras de continuar pertencendo a uma profissão que exige diariamente disponibilidade para o novo. Para Adriana Garambone, chegar até aqui não significa olhar para uma trajetória concluída, mas reconhecer que ainda há muito a descobrir.

Quando deu os primeiros passos como atriz, Adriana tinha aquilo que talvez fosse o ponto de partida de tantas histórias na arte: um sonho e uma vontade enorme de realizá-lo. O conhecimento sobre a profissão, como ela mesma define, veio depois. Ao longo de três décadas e meia, foram aulas de interpretação e canto, leituras, espetáculos assistidos, encontros com atores, diretores, autores e técnicos, além de experiências que ajudaram a construir não apenas a profissional que se tornou, mas também a maneira particular como entende o próprio ofício. Para ela, atuar também é aprender continuamente, e cada trabalho, encontro ou desafio acrescenta uma nova camada a esse aprendizado.

Sua trajetória foi construída em diferentes frentes. A televisão teve papel decisivo nessa história e ampliou a dimensão de seu trabalho desde os primeiros anos, com a passagem pela Globo e, posteriormente, por 17 anos na Record, período que representa uma parte expressiva de sua carreira. Paralelamente, o teatro musical abriu novos caminhos e exigiu da atriz uma preparação completamente diferente. Espetáculos como “Chicago”, “Gypsy”, “Pippin”, “Como Vencer na Vida sem Fazer Força” e “Os Saltimbancos Trapalhões” fazem parte de uma fase em que voz, corpo, presença cênica e disciplina se encontraram em um mesmo trabalho.

Mas talvez uma das maiores conquistas de Adriana esteja justamente na capacidade de permanecer. Conquistar espaço é um desafio para qualquer artista que começa, mas permanecer durante 35 anos exige atravessar mudanças que vão muito além do mercado. Mudam as linguagens, os formatos, as plataformas, as relações profissionais e também a própria percepção sobre o tempo. Para uma mulher que construiu boa parte da carreira diante das câmeras, envelhecer em uma indústria tão ligada à imagem traz questões particulares. Adriana, no entanto, prefere encarar essa etapa não como uma redução de possibilidades, mas como uma oportunidade de ampliar sua voz e assumir novos lugares dentro da profissão.

Essa perspectiva também ajuda a compreender a forma como ela enxerga o sucesso atualmente. Se no início da carreira a ideia estava associada à visibilidade, ao reconhecimento e à oportunidade de estar na televisão, hoje a atriz atribui outro significado à palavra. Ter sucesso, para ela, está relacionado à autonomia: escolher projetos que façam sentido, trabalhar ao lado de pessoas que admira, sentir orgulho do resultado e, sobretudo, continuar encontrando prazer naquilo que faz. É uma definição que acompanha uma artista que já não parece interessada apenas em esperar pelo próximo convite, mas em participar ativamente da construção dos próprios caminhos.


Adriana Garambone: “Sou uma mulher em movimento e ainda muito interessada no que vem pela frente”


A transformação do mercado audiovisual também trouxe novas possibilidades e desafios. A chegada do streaming ampliou formatos, públicos e possibilidades de circulação para produções brasileiras, mas tornou o mercado mais veloz e pulverizado. Se antes a carreira podia estar mais diretamente vinculada a uma emissora e a uma sequência de trabalhos, hoje a dinâmica é diferente. Nesse cenário, reinventar-se deixou de ser apenas uma necessidade e passou a ser uma escolha consciente. Adriana ampliou sua atuação, voltou ao teatro da palavra, começou a idealizar e produzir projetos próprios e encontrou nas redes sociais uma nova maneira de se comunicar diretamente com o público.

É justamente o teatro que ocupa um lugar especial neste novo capítulo. Depois de uma trajetória importante nos musicais, Adriana vive atualmente a experiência de “Uma Vida de Amizade”, espetáculo que nasceu também de seu desejo de voltar aos palcos e que foi idealizado ao lado de Sílvia Pfeifer e Helena Fernandes. O projeto ganhou um significado ainda maior por reunir atuação e produção, colocando a atriz diante de um desafio profissional novo. O sucesso da peça, portanto, não representa apenas mais um trabalho em sua extensa carreira: simboliza a possibilidade de transformar uma vontade antiga em realidade e, ao mesmo tempo, experimentar uma função que até então não fazia parte de sua trajetória.

E talvez seja no palco que Adriana encontre uma das manifestações mais genuínas daquilo que ainda a move. Depois de tantos anos de profissão, é o teatro que continua provocando o frio na barriga antes de cada apresentação. A diferença está justamente na impossibilidade de voltar e refazer: a cortina abre, o público está diante do ator, e tudo acontece naquele instante, seja improvisado ou não. Para ela, essa troca é insubstituível.

Ao falar sobre o futuro, a atriz também se recusa a estabelecer uma lista definitiva de sonhos. Em vez de apontar um único personagem ou projeto como objetivo final, prefere falar em bons encontros, grandes textos, diretores que provoquem, colegas que estimulem e histórias capazes de despertar novamente aquele frio na barriga. Há, ainda, o desejo de desenvolver cada vez mais projetos próprios e criar as oportunidades que gostaria de viver profissionalmente.

Aos 50+, Adriana Garambone parece estar menos preocupada em provar o que já fez e mais interessada em descobrir o que ainda pode fazer. Sua história é a de uma artista que atravessou diferentes gerações, linguagens e transformações sem perder a curiosidade pelo ofício. Uma mulher que entende que permanecer não significa simplesmente continuar trabalhando, mas preservar o desejo, a voz, a curiosidade e o espaço para seguir contando histórias.

É neste novo momento de sua trajetória que Adriana Garambone conversa com exclusividade com a Lorena Magazine sobre sua carreira, os 35 anos de profissão e os novos caminhos que marcam essa importante fase de sua vida.

O que a Adriana de hoje sabe sobre a profissão que a Adriana do início da carreira ainda não sabia?

“Tudo. Quando eu comecei, eu não sabia absolutamente nada sobre essa carreira. Eu só tinha um sonho e uma vontade enorme de ser atriz. E, nesses 35 anos, fui aprendendo tudo. Fui descobrindo os meus mecanismos para chegar a um personagem, entendendo como eu trabalho, o que funciona para mim. Fiz muita aula de interpretação, experimentei técnicas e formas diferentes de atuar, fiz muita aula de canto, li muito, assisti a muitas peças, vi muito teatro. Trabalhei com pessoas muito diferentes, conheci muita gente e fui aprendendo com cada encontro.”

“Essa profissão também se aprende vivendo. Cada personagem te ensina alguma coisa, cada diretor te apresenta um caminho, cada colega acrescenta alguma coisa ao seu repertório.”

“Então, quando penso no que a Adriana de hoje sabe que aquela lá de trás não sabia, a resposta é realmente: tudo.”


Adriana Garambone: “Sou uma mulher em movimento e ainda muito interessada no que vem pela frente”


Qual foi o maior desafio profissional que você enfrentou até aqui e que pouca gente conhece?

“Acho que um dos maiores desafios foi conseguir existir profissionalmente no começo da carreira. Depois os musicais foram trabalhos bastante desafiadores, por exigirem um preparo vocal e físico quase atlético dos atores. E agora, produzir teatro, pela primeira vez, é um momento bastante desafiador, apesar do grande sucesso com a peça “uma vida de amizade”, produzir é uma experiência nova, que traz muitos desafios.”

Em algum momento da carreira você pensou em desistir ou seguir por outro caminho? O que fez você continuar?

“Não, nunca pensei em desistir.”

Existe uma diferença entre o sucesso que você imaginava quando começou e o significado que ele tem para você atualmente?

“Totalmente. Quando a gente é muito jovem, o sucesso está muito associado à visibilidade: fazer um grande papel, ser reconhecida, estar na televisão, ser chamada para trabalhar. Hoje meu conceito de sucesso mudou bastante. Sucesso, para mim, é ter autonomia. É poder escolher projetos que façam sentido, estar cercada de pessoas que admiro, fazer um trabalho do qual eu tenha orgulho e continuar tendo prazer na profissão.”

A exposição faz parte da vida de quem trabalha na televisão. O que você escolhe preservar da sua vida pessoal e por quê?

“Eu preservo bastante a imagem do meu filho e a minha intimidade, hoje em dia a exposição nas redes é muito grande, mas eu não me sinto confortável me expondo demais. Tem uma parte da minha vida que eu gosto que continue sendo só minha.”

Qual foi o trabalho que mais abriu portas para você profissionalmente e mudou os rumos da sua carreira?

“É muito difícil escolher um só, porque alguns trabalhos foram determinantes em momentos diferentes. Mas a televisão, sem dúvida, mudou a dimensão da minha carreira. A Globo me deu uma projeção muito grande no início, e depois vieram os 17 anos na Record, que representam uma parte enorme da minha história profissional. Foram muitos personagens, muitas novelas.”

“Ao mesmo tempo, o teatro musical abriu uma outra porta para mim. Chicago, Gypsy, Pippin, Os Saltimbancos Trapalhões… foram trabalhos que me exigiram como atriz de uma maneira completamente diferente. Então acho que minha carreira foi sendo construída por essas portas que foram se abrindo e me levando para lugares que eu nem imaginava quando comecei.”

Adriana, durante a sua carreira, você teve inspirações que moldaram a profissional que você é hoje? Pode nos contar um pouco sobre elas?

“Muitas. E elas não vieram apenas de grandes nomes que eu admirava de longe. Eu aprendi muito observando as pessoas com quem trabalhei: atores, diretores, autores, técnicos. O nosso ofício é muito feito de observação.”

“Sempre me impressionaram os atores que conseguem atravessar décadas mantendo curiosidade, disciplina e disponibilidade. Porque talento é fundamental, claro, mas uma carreira longa também exige muita disciplina. E talvez hoje eu admire ainda mais quem consegue continuar apaixonado pelo ofício depois de muitos anos. Eu quero ser essa atriz.”


Adriana Garambone: “Sou uma mulher em movimento e ainda muito interessada no que vem pela frente”


Como você enxerga a chegada do streaming e das novas plataformas para a carreira dos atores? Elas ampliaram oportunidades ou também trouxeram novos desafios?

“As duas coisas. Ampliaram muito as possibilidades de produção, de formatos e de circulação das obras. Hoje um trabalho brasileiro pode chegar a pessoas do mundo inteiro de uma maneira que era muito mais difícil quando eu comecei. Por outro lado, o mercado também ficou mais pulverizado e mais veloz. Acabou aquela ideia de que necessariamente você teria um vínculo longo com uma emissora e uma sequência de trabalhos garantida. Para o ator isso traz liberdade, mas traz também instabilidade.”

“Acho que estamos aprendendo a trabalhar dentro desse novo mercado.”

Hoje, com tantas possibilidades de produção audiovisual, o que ainda falta para o mercado brasileiro valorizar melhor seus artistas?

“Talvez falte entender que cultura não é luxo. Cultura é trabalho, é indústria, gera emprego, movimenta a economia e também conta quem nós somos. O Brasil tem atores, autores, diretores, técnicos e criadores extraordinários. Temos uma capacidade enorme de produzir histórias, mesmo muitas vezes com condições difíceis. Acho que valorizar o artista passa também por criar condições para que ele consiga viver do seu trabalho, ter continuidade e envelhecer profissionalmente sem desaparecer do mercado.”

“E essa última questão me toca especialmente. A gente precisa contar histórias de todas as idades. A vida não termina aos 40 — e os personagens também não deveriam terminar.”

Você acredita que um ator precisa estar constantemente se reinventando para permanecer no mercado? Como faz isso na prática?

“Completamente. Mas hoje eu entendo a reinvenção de uma maneira diferente. Não é virar outra pessoa para caber no que o mercado está pedindo. É continuar se movimentando. Eu fiz televisão durante muitos anos, fiz muito teatro musical e agora estou vivendo um retorno ao teatro da palavra. Também comecei a produzir e idealizar meus próprios projetos e descobri nas redes sociais um espaço onde posso falar diretamente com as pessoas e colocar minhas ideias.”

“Então, para mim, reinvenção tem muito mais a ver com não ficar esperando alguém decidir qual será o seu próximo passo.”

Qual foi o maior aprendizado que você recebeu de um diretor, colega de cena ou profissional com quem trabalhou?

“Talvez o maior aprendizado não tenha vindo de uma pessoa específica, mas da convivência: escutar. Atuar não é chegar com tudo decidido. É estar disponível para o outro, para o diretor, para aquilo que acontece naquele momento. E isso serve muito para a vida também.”

“Acho que essa disponibilidade é uma das coisas mais bonitas que a profissão me ensinou.”


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Existe algum trabalho seu que, quando você revisita, desperta uma sensação diferente da que tinha na época em que foi realizado?

“Sim, vários. Porque quando eu revejo um trabalho antigo, não vejo apenas a personagem. Eu vejo a pessoa que eu era naquele momento. Lembro das circunstâncias da época. Mas eu tenho muita resistência em assistir trabalhos antigos, sinto quase um constrangimento, é muito estranho, eu evito. E sempre acho que hoje eu faria muito melhor.”

A crítica e a opinião do público já fizeram você repensar alguma decisão profissional?

“Não. Claro que a opinião do público importa. Teatro, televisão, cinema, tudo o que a gente faz é para chegar a alguém. E a crítica também pode trazer um olhar interessante sobre o nosso trabalho. Mas eu nunca sofri críticas públicas ruins, meus trabalhos sempre foram elogiados, então não sei o que é passar por uma situação como essa.”

Você sente que o público conhece realmente a Adriana Garambone ou existe uma distância grande entre a artista que aparece na televisão e a mulher que existe fora dela?

“Hoje conheci muito mais do que conhecia antes das redes sociais. Durante muitos anos, o público conhecia basicamente meus personagens e aquilo que aparecia em entrevistas. Hoje eu falo diretamente com as pessoas. Elas conhecem minhas opiniões, meu humor, minhas inquietações, algumas das minhas contradições, mas não conhecem tudo, ainda bem.”

Ao longo da sua trajetória, o que foi mais difícil: conquistar espaço ou permanecer nele?

“Permanecer. Sem dúvida. Conquistar espaço é muito difícil, mas permanecer durante 35 anos exige que você atravesse muitas mudanças: do mercado, da televisão, do seu corpo, da sua idade.”

“Envelhecer dentro de uma profissão extremamente ligada à imagem não é fácil. Eu cheguei aos 50+ querendo continuar sendo protagonista da minha história, e não aceitando a ideia de que existe uma idade em que uma mulher precisa sair de cena.”

“Então permanecer, para mim, não significa simplesmente continuar trabalhando. Significa continuar tendo desejo, voz, curiosidade e espaço.”

O que ainda te dá frio na barriga depois de tantos anos trabalhando como atriz?

“O teatro. É impressionante porque você pode ter feito aquilo centenas de vezes e, antes de entrar em cena, existe aquele frio na barriga. A cortina vai abrir e não existe “corta, vamos fazer de novo”. E eu adoro isso.”

Adriana, o teatro também faz parte da sua jornada, inclusive um de seus últimos trabalhos com Uma Vida de Amizade. Como é estar nos palcos e qual sensação você consegue ter, diferente de um estúdio de gravação?

“O teatro tem uma coisa que nenhuma outra linguagem consegue reproduzir: acontece ali, naquele instante, entre você e o público. Em Uma Vida de Amizade, isso é muito forte, a plateia participa o tempo inteiro. Você sente a risada, o silêncio, percebe quando uma frase bate de uma maneira diferente. Cada apresentação é diferente da anterior.”

“E essa peça tem ainda um significado muito especial para mim porque é um projeto que nasceu de um desejo enorme de voltar ao palco. Eu, Sílvia Pfeifer e Helena Fernandes idealizamos esse trabalho, tivemos a felicidade de ter um autor que escreve brilhantemente para mulheres, Gustavo Pinheiro, e um excelente diretor, Fernando Philbert, que teve a sensibilidade de encontrar o que era mais verdadeiro em nós. Então não estou apenas interpretando uma personagem; estou vivendo no palco, o que um dia foi sonho. Isso tem um sabor completamente diferente.”


Adriana Garambone: “Sou uma mulher em movimento e ainda muito interessada no que vem pela frente”


Ao longo da sua trajetória no teatro, quais foram os momentos mais marcantes e existe algum projeto nos palcos que você ainda sonha realizar?

“O teatro musical ocupa um lugar enorme na minha história. Fiz espetáculos muito importantes para mim e passei anos mergulhada nesse universo. Chicago, com certeza, foi um espetáculo muito especial na minha trajetória, todos os musicais que fiz com Charles Moeller e Cláudio Botelho, “GYPSY”, “Como Vencer na Vida sem Fazer Força”, os primeiros musicais que fiz com Wolf Maya, também foram. O teatro é sempre muito marcante, fica difícil escolher.”

“Quanto ao que ainda quero fazer, eu espero que tenha muita coisa. Não quero chegar a um momento da vida em que eu tenha uma lista encerrada de sonhos. Quero continuar sendo surpreendida por personagens que eu ainda nem sei que existem.”

Se você pudesse escolher três momentos da sua carreira para guardar como um álbum de memórias, quais seriam?

“Eu escolheria “Salsa e Merengue “, minha primeira novela na Globo, um momento do começo, quando percebi pela primeira vez que o sonho estava realmente virando profissão. Guardaria “CHICAGO” um momento do teatro musical, porque foi uma fase muito importante e muito transformadora da minha carreira. E guardaria este momento que estou vivendo agora com Uma Vida de Amizade. Porque existe algo muito bonito em chegar aos 35 anos de carreira e perceber que ainda existem primeiras vezes.”


Adriana Garambone: “Sou uma mulher em movimento e ainda muito interessada no que vem pela frente”


Existe algum projeto profissional que você considera um sonho ainda não realizado?

“Existem muitos. E acho ótimo que existam. Hoje, mais do que sonhar com um personagem específico, eu sonho com bons encontros. Grandes textos, um diretor que me provoque, colegas que me estimulem, uma personagem que me dê medo de fazer. E quero cada vez mais desenvolver projetos meus. Cheguei numa fase em que quero também criar aquilo que gostaria de interpretar.”

Se esta capa pudesse registrar não apenas a atriz, mas a mulher que existe por trás de décadas de carreira, qual história sobre Adriana Garambone você gostaria que o público conhecesse?

“Talvez a história de uma mulher que está descobrindo que amadurecer pode ser muito mais interessante do que disseram que seria. Durante muito tempo nós, mulheres, fomos ensinadas a temer o envelhecimento. Como se depois de determinada idade começasse uma espécie de diminuição: menos beleza, menos desejo, menos trabalho, menos possibilidades.”

“Então, essa capa vem em boa hora para registrar uma mulher que não está encerrando ciclos porque está envelhecendo. Está começando outros.”

Se pudesse definir em uma frase, qual seria?

“Sou uma mulher em movimento e ainda muito interessada no que vem pela frente.”

 

Créditos

Assessoria: @anameliacaserta_
Fotografia: @nanda.araujo.fotografia
Make: @zuhribeirobeauty_
Stylist: @samantha_szczerb

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