Alice Wegmann une moda e literatura ao usar vestido com trechos de livro de Mário de Andrade

Em premiação no Rio de Janeiro, a atriz se destacou ao aparecer exuberante com uma saia de vestido estampada com trechos do livro Pauliceia Desvairada

11 jun, 2026
Alice Wegamann | Reprodução/Instagram/@alicewegamann
Alice Wegamann | Reprodução/Instagram/@alicewegamann

Na noite da última quarta-feira (10), a atriz Alice Wegmann uniu moda e literatura ao apresentar a 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vestindo um modelo exclusivo com trechos do livro “Pauliceia Desvairada”, de Mário de Andrade. A peça de alta-costura, desenvolvida pela estilista paraibana Penha Maia para a coleção “Loucos Anos 2020”, foi escolhida para homenagear o Modernismo brasileiro de 1922 e exaltar a cultura nacional em uma noite que também celebrou o legado musical do cantor Cazuza. 

Moda e cultura brasileira unidas

A atriz Alice Wegmann, apresentadora do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira, surgiu na noite da última quarta-feira (10) com um look repleto de significado e cultura.

Para a ocasião, a artista apostou na união de moda e literatura brasileira ao aparecer deslumbrante em um vestido exclusivo, desenvolvido pela estilista paraibana Penha Maia, com busto em tule preto e assimetrias e saia estruurada com páginas de livro. A peça homenageia “Pauliceia Desvairada”, obra canônica de Mário de Andrade que inaugurou o Modernismo brasileiro em 1922, e faz parte da linha “Loucos Anos 2020”, coleção que revisita a Semana de Arte Moderna de 22 e o clássico do autor. Os acessórios que completaram a produção são criações do designer Ara Vartanian.

A peça incorpora trechos do livro-manifesto que traduziu o ritmo frenético e os contrastes da capital paulista no início do século XX. Ecoando questões que permanecem atuais após mais de cem anos, a estampa traz linhas marcantes do escritor: “A Pauliceia é desvairada. Um tumulto de desejo e de febre. Um tumulto de raivas e de bondades. A Pauliceia é uma cidade em transe”

“Como uma grande apaixonada por literatura, achei fantástica a proposta de resgatar uma obra publicada há mais de cem anos”, afirmou a atriz. “A Penha Maia conseguiu traduzir isso de forma belíssima, conectando moda, arte e a nossa cultura nacional.”


Alice Wegmann veste look Penha Maria (Foto: reprodução/Instagram/@alicewegmann/@saullomoreira)


Detalhes do evento

O Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira (historicamente conhecido como PMB) realizou a sua 33ª edição na noite de 10 de junho de 2026. O palco escolhido para consagrar os principais nomes da indústria fonográfica foi o tradicional Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Sob o comando de Débora Bloch e Alice Wegmann, a cerimônia deste ano prestou uma emocionante homenagem ao legado de Cazuza. A celebração reuniu grandes ícones de diferentes gerações e promoveu encontros musicais inéditos que marcaram a noite dedicada à cultura nacional.

À Marie Claire, Alice falou sobre a grande responsabilidade da noite. “Conduzir uma premiação tão relevante para o nosso cenário musical, prestando tributo à história de Cazuza, já seria emocionante por si só. Dividir o espaço com profissionais que são minhas referências e participar de um momento tão forte para a cultura nacional torna a experiência única”, declarou.

Alice Wegmann mostra momentos da premiação (Foto: reprodução/Instagram/@alicewegmann)


Ao cruzar o palco do Theatro Municipal vestindo a poesia de Mário de Andrade para celebrar o cancioneiro de Cazuza, Alice Wegmann protagonizou um dos momentos mais ricos da noite. A escolha do figurino de Penha Maia reforça que a moda, quando aliada à literatura e à música, deixa de ser apenas estética para se tornar um poderoso manifesto de preservação e orgulho da identidade cultural brasileira.

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