Alta-Costura Paris 2026: Germanier cria luxo sustentável com sobras da LVMH

Com materiais do estoque morto da LVMH, Kevin Germanier brilha em Paris em dia marcado por moda sustentável, fantasia e a nova era da grife Armani Privé

08 jul, 2026
Desfile de moda da Kevin Germanier I Reprodução/Instagram/@kevingermanier
Desfile de moda da Kevin Germanier I Reprodução/Instagram/@kevingermanier

Ontem, terça-feira (07), segundo dia da Semana de Alta-Costura de Paris, voltada para a temporada de inverno 2026, trouxe uma explosão de criatividade e consciência ambiental para as passarelas francesas. Entre grandes nomes da moda mundial, o designer suíço Kevin Germanier se destacou ao provar que a moda de luxo pode ser, acima de tudo, sustentável.

Famoso por sua abordagem ecológica, Germanier transformou o desfile em uma verdadeira festa visual. O estilista utilizou materiais reaproveitados do estoque morto da LVMH para criar peças que impressionaram pelo volume, movimento e cores vibrantes em neon. A coleção provou que o descarte de luxo pode ganhar vida nova, apresentando desde estruturas rígidas em vestidos com aspecto emborrachado até a leveza de plumas esvoaçantes, além de uma alfaiataria rica em bordados de lantejoulas e franjas, todas costuradas à mão.

Grandes grifes: fantasia e metamorfose na passarela

A abertura do segundo dia ficou por conta de grandes grifes que apostaram no lúdico. Matthieu Blazy, da Chanel, se inspirou em contos de fadas clássicos como João e o Pé de Feijão e O Mágico de Oz. A passarela parisiense foi invadida por detalhes divertidos, como minibolsas em formato de urso, saltos que remetiam a pés de feijão e roupas feitas de palha ou com estampas de patos. Enquanto as modelos desfilavam, o artista Joël Blanc capturava a cena em aquarelas em tempo real.


Desfile de moda da Kevin Germanier (Vídeo: reprodução/Instagram/@kevingermanier)


Já Alexis Mabille trouxe o conceito de metamorfose para a passarela, bebendo da fonte do universo de Alice no País das Maravilhas. Como em uma dobra de origami, os vestidos se transformavam diante do público: looks minimalistas ganhavam sobreposições em forma de tulipa, e macacões revelavam túnicas brilhantes.

Giorgio Armani Privé: o luxo sutil do “All-Black”

Encerrando os destaques, a Giorgio Armani Privé apresentou uma coleção focada na sofisticação e no luxo sutil. Criada por Silvana Armani, sobrinha do fundador, a linha apostou inicialmente em uma estética all-black que, sob um olhar atento, revelava nuances de cinza, roxo, azul e verde.

O uso de veludo e uma alfaiataria impecável criaram uma ilusão de ótica que reforçou o caráter luxuoso da segunda coleção assinada por Silvana após o falecimento de Giorgio Armani em 2025.

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