Maison Margiela disponibiliza arquivos históricos e promove exposições na China
Projeto “MaisonMargiela/folders” compartilha pastas internas no Dropbox para aproximar o público dos processos criativos e dos códigos fundamentais da marca
A grife Maison Margiela abriu ao público, no último dia 10 de fevereiro, o projeto MaisonMargiela/folders, uma imersão inédita em seus bastidores criativos. Por meio de pastas compartilhadas no Dropbox, a marca disponibiliza arquivos históricos, pesquisas e planejamentos internos, mostrando publicamente seus processos e valores fundamentais.
Sobre o projeto
Essa ação marca um movimento significativo da grife em direção à transparência radical, especialmente para uma maison tradicionalmente discreta e reservada. O objetivo é quebrar as barreiras entre criador e espectador, levando o público a ter acesso direto a documentos que geralmente ficam restritos aos bastidores da moda.
Segundo a publicação que anunciou a iniciativa nas redes sociais, o projeto emerge de um estudo de todos arquivos, tanto digitais como físicos, trazendo como foco os códigos fundacionais. A exibição desses documentos terá início no dia 1º de abril em Xangai, durante o desfile de Outono/Inverno 2026.
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Anúncio de arquivos de Maison Margiela (Foto: reprodução/Instagram/@maisonmargiela)
Os quatro códigos resultantes dessa pesquisa foram nomeados como: Artisanal, sua linha de alta-costura; Anonymity, que propõe o anonimato; o icônico calçado Tabi e a técnica Bianchetto. Esses fundamentos estarão em exposição em quatro cidades da China; além de Xangai, as cidades de Beijing, Chengdu e Shenzhen também estão inclusas no roteiro.
Moda como experiência participativa
A marca convida o público para a ativação Bianchetto: Atelier Experience, que acontece nos dias 11 e 12 de abril, em Shenzhen. Lá, a moda deixará de ser apenas um objeto de contemplação e passará a uma prática coletiva e sensorial. Os espectadores poderão levar suas próprias peças de roupa para cobri-las com tinta branca, tradicional da técnica Bianchetto. Assim, o processo criativo é transformado em uma experiência compartilhada, conectando criador e espectador por meio da moda.
A ação reforça a ideia de que a moda é construída por meio de memórias e transformações contínuas, aproximando os arquivos à vivência de cada participante e criando história. Propõe assim uma forma mais inclusiva de luxo, ao abrir o ateliê ao público. Além das experiências na China, é possível acessar os documentos online via Dropbox, diretamente pelos links disponibilizados no perfil do Instagram da Maison Margiela.
