Bad Bunny investe em look minimalista no Super Bowl 2026
Bad Bunny veste Zara para sua primeira apresentação da NFL; cantor opta por look off white básico e investe no cenário representativo
Atração principal na final do Super Bowl 2026, Bad Bunny apostou em look minimalista em sua apresentação. Cercado da representatividade latino-americana, o cantor porto-riquenho optou por uma vestimenta livre de exageros e exuberâncias. Pela primeira vez na história, o Super Bowl recebe um show do intervalo com um repertório majoritariamente em espanhol.
Apresentação simbólica
Recém vencedor de três categorias do Grammy, Bad Bunny se destaca pela sua força e insistência na representação da cultura latino-americana, principalmente de Porto Rico, lugar em que nasceu.
O álbum “Debí Tirar Más Fotos”, lançado em janeiro de 2025, e presente na apresentação do Super Bowl, é composto por 17 faixas que resgatam as raízes porto-riquenhas de Benito e que levam o ouvinte a um espaço de aconchego, história e conexão.
Neste panorama acolhedor, Benny vestiu roupas básicas longe de excessos. O cantor vestiu roupas off white, uma combinação minimalista. As peças foram assinadas pela marca de fast fashion Zara, e o styling concebido pelos seus profissionais Storm Pablo e Marvin Douglas Linares.
O intervalo da partida entre New England Patriots e Seattle Seahawks reservava mais um momento representativo comandado pelo cantor. O cenário convidava o espectador a conhecer “La Casita”, uma réplica de moradia tradicional da ilha porto-riquenha utilizada para representar as comunidades de origem do reggaeton.
O primeiro look de Bunny foi composto por uma camisa com gravata por baixo de uma peça inspirada em uma jersey esportiva, com o nome Ocasio nas costas e o número 64 na frente. O significado ligado à essa escolha pode ser uma homenagem à sua mãe, Lysaurie Ocasio, que pode ter nascido em 1964, apesar de não haver confirmação oficial dessa data.
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Bad Bunny veste Zara na abertura do show do intervalo do Super Bowl com “Tití Me Preguntó” (Vídeo: Reprodução/Instagram/@nfl)
O show também utilizou símbolos da fauna nativa, como o Sapo Concho, espécie em extinção ícone de resistência territorial, e a bandeira de Porto Rico com o triângulo em azul claro. Um dos cenários ilustrava uma plantação de cana-de-açúcar, remetendo às raízes agrícolas de sua casa.
Encerrando a composição, o cantor usava uma calça de alfaiataria e seu novo tênis em parceria com a Adidas, o ‘BadBo 1.’. O sapato é o primeiro tênis criado do zero por ele (e por um latino-americano) para a marca alemã.
Para dançar a versão de sansa de “Die With a Smile” com Lady Gaga, Bunny surge com um novo detalhe – tendo substituído a jersey por um blazer de abotoamento duplo da Zara.
“Rebranding” no estilo
Quem passou a acompanhar Bad Bunny há pouco tempo, nem imagina os looks excêntricos usados pelo cantor. O lançamento do álbum “Debí Tiras Más Fotos” não foi a única novidade na carreira de Benito. O seu visual também passou por modificações.
Bad Bunny no American Musica Awards 208 (Foto: Reprodução/Image Group LA/Getty Images Embed)
Bunny prezava pelos exageros e cores vibrantes de seus looks em grandes eventos. O cantor já fez aparições usando unhas longas e pontudas, acessórios chamativos e roupas enfeitadas. Em algumas ocasiões, pretendia ser o “Coelho Mau” como seu nome artístico sugere. Benito já apostou em gorros com orelhas de coelho e roupas com o animal estampado. Atual representante da cultura latino-americana, o cantor de 27 anos mostra que pode migrar de um estilo para o outro e ainda manter sua autenticidade.
