Corpos diversos desfilam pelas passarelas durante a Semana de Moda de Copenhaguen

Passarelas destacam modelos plus size, midsize e maduras, reforçando a diversidade e ampliando o debate sobre inclusão na moda

06 ago, 2026
Copenhagen Fashion Week | Reprodução/Instagram/@cphfw
Copenhagen Fashion Week | Reprodução/Instagram/@cphfw

A Copenhagen Fashion Week celebra seus 20 anos promovendo uma forte ação de representatividade ao colocar modelos plus size, midsize e mulheres maduras como protagonistas de suas passarelas. Na contramão do recente retorno da magreza extrema no setor, grifes como OpéraSPORT, Gestuz, Stine Goya e Herskind apresentaram nos últimos dias coleções de alfaiataria e moda esportiva desenhadas para diferentes proporções e idades, reforçando o evento dinamarquês como referência global em inclusão e sustentabilidade.

Representatividade em meio à magreza extrema

A Copenhagen Fashion Week, conhecida mundialmente há 20 anos por ser a semana de moda mais importante no contexto de sustentabilidade e critérios de baixo desperdício e poluição, traz, nesta edição, mais um apoio a um movimento importante para a moda.

Em um cenário atual marcado pelo resgate da magreza extrema e pela romantização de corpos muito magros, os desfiles da Semana de Moda de Copenhagen buscam ampliar a representatividade de corpos diversos nas passarelas, algo pelo qual o setor vem lutando há anos.

Modelos com corpos plus size e midsize foram os destaques do desfile da OpéraSPORT, marca conhecida pelo estilo híbrido de peças que transitam facilmente entre o caimento esportivo (sport) e a alfaiataria sofisticada (opéra). Na passarela, figurinos de mesma modelagem surgiram repetidos em manequins com proporções distintas, evidenciando de forma prática como as criações se adaptam e se comportam em diferentes silhuetas.

Já a Gestuz trouxe modelos plus size tanto em composições estampadas e vibrantes quanto na alfaiataria sóbria. A diversidade de propostas rompe com a prática de restringir corpos maiores a peças básicas ou neutras, mostrando que a moda inclusiva pertence a todos os conceitos da coleção.


Desfile Gestuz na Copenhagen Fashion Week (Vídeo: reprodução/Instagram/@cphfw)


Corpos maduros ressignificam os padrões de beleza

Outro destaque importante, e que também rompe códigos engessados no mundo da moda, foi a presença de mulheres maduras estrelando os looks principais dos desfiles. Esse movimento desafia a tradição que restringe a passarela a modelos mais jovens e geralmente de silhueta esguia.

Na Stine Goya, duas modelos maduras abriram a apresentação e reforçaram essa proposta de inclusão. Uma delas surgiu com um vestido acetinado prateado, de caimento fluido e sem mangas, enquanto a outra apresentou uma camisa estampada em tons de verde combinada a uma calça pantalona preta. Ambos os visuais entraram como peças centrais da coleção.

O desfile da Herskind deu protagonismo à maturidade ao escalar mulheres mais velhas para apresentar suas criações mais sofisticadas. As composições incluíram um conjunto acinzentado e um terno branco estruturado com gola de plumas, provando que a alfaiataria elegante pertence a todas as idades.


Modelos maduras protagonizam desfile da Herskind (Foto: reprodução/Instagram/@herskindofficial)


Das passarelas sustentáveis para um futuro mais inclusivo, Copenhague deu um show de representatividade ao celebrar a diversidade de corpos e a beleza madura nesta temporada. Ao desafiar os padrões rígidos da indústria com criações cheias de atitude, a semana de moda dinamarquesa deixa claro que o verdadeiro glamour está em vestir a realidade. Além desse público, mulheres grávidas e pessoas não-binárias também protagonizaram os desfiles.

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