Dragão Fashion Brasil 2026 celebra Fortaleza e destaca a potência criativa do Nordeste

Entre referências locais e diferentes narrativas, o evento destacou o artesanato, a diversidade estética e a força da moda autoral brasileira

16 jun, 2026
Desfile de Lino Villaventura | Reprodução/Instagram/@linovillaventura
Desfile de Lino Villaventura | Reprodução/Instagram/@linovillaventura

A 27ª edição do Dragão Fashion Brasil transformou a Praia de Iracema em palco para reflexões sobre identidade, território e moda autoral. Realizado entre os dias 9 e 12 de junho, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, o evento reuniu 40 desfiles e reforçou seu papel como uma das principais plataformas da moda brasileira. Em sintonia com as comemorações dos 300 anos da capital cearense, o festival apostou na valorização dos saberes locais e da diversidade estética da região.

Moda, cultura e identidade no centro da passarela

Com o tema “Praia de Iracema: coração e cérebro da Cidade Dragão”, o festival propôs uma leitura contemporânea da cidade a partir de suas memórias e transformações urbanas. Idealizado por Cláudio Silveira, o DFB voltou às suas origens ao ocupar novamente a região onde foi criado, em 1999, reforçando a conexão entre moda e pertencimento cultural.


Abertura do festival  (Vídeo: reprodução/Instagram/@dfbfestival)


Ao longo da programação, estilistas e marcas evidenciaram a força da economia criativa nordestina por meio do uso de tecidos naturais, artesanais regionais e diferentes propostas de estilo, que transitaram entre o beachwear, a alfaiataria e a experimentação. Além dos desfiles, o evento contou com espaço para negócios, experiências imersivas e apresentações musicais de nomes como Fernanda Abreu, Alice Caymmi e Ana Cañas.

Desfiles reforçam tradição e novos olhares da moda autoral

Entre os destaques da edição, Lino Villaventura retornou ao festival com o desfile “Fractal – Gênese Infinita”, apresentado na Ponte dos Ingleses. Inspirada em formações cristalinas, a coleção trouxe vestidos e sobreposições confeccionados em jacquards e sedas metálicas nervuradas, criando peças de aspecto escultórico diante do cenário da Praia de Iracema.


Coleção ‘Prosa’ do Studio Orla (Vídeo: reprodução/Instagram/@dfbfestival)


A programação também abriu espaço para diferentes narrativas. A Studio Orla encerrou o evento com “Prosa”, coleção que ressignificou a calçada como lugar de afeto e convivência. Já Alan Araújo homenageou benzedeiras e mezinheiras do Cariri em “Patuá”, enquanto Rodrigo Tremembé, primeiro estilista indígena a participar do DFB, apresentou “Tutóia”, desfile inspirado na memória, espiritualidade e nos saberes de seu povo, reforçando a pluralidade que marcou esta edição do festival.

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