Lara Raj usa marca brasileira em novo clipe do Katseye

Lara Raj, do grupo de pop global Katseye, aparece com look da marca brasileira Artemisi no clipe “Pink Up”, lançado nessa ultima quinta feira (9)

14 abr, 2026
Lara Raj veste top impresso em 3D e botas da Artemisi no clipe “Pink Up”, do Katseye | Reprodução/Instagram/@artemisigallery
Lara Raj veste top impresso em 3D e botas da Artemisi no clipe “Pink Up”, do Katseye | Reprodução/Instagram/@artemisigallery

Lara Raj, integrante do grupo global Katseye, aparece com um look 3D assinado pela marca brasileira Artemisi no novo clipe “Pink Up”. O grupo incorpora visuais icônicos de forte apelo plástico ao apostar em figurinos estruturados, o look da Lara aparece em momentos centrais da produção e evidencia uma movimentação cada vez mais estratégica dentro do styling pop: a busca por designers autorais capazes de traduzir conceito em imagem, especialmente em projetos pensados para circulação global.

Katseye e a construção de uma identidade visual global

O Katseye nasce dentro de um projeto internacional ligado à HYBE, mesma empresa por trás do BTS, com a proposta de formar um girl group voltado diretamente para o mercado global. Diferente de grupos tradicionais do K-pop, o Katseye já surge com integrantes de diferentes nacionalidades e uma estratégia voltada para múltiplos públicos.


MV de “Pink Up”, do Katseye (Vídeo: reprodução/youtube/@hybelabels)


A escolha de uma marca brasileira para o clipe não é aleatória. Ela se encaixa em uma lógica de curadoria que busca referências fora dos polos mais previsíveis da moda, especialmente quando o objetivo é criar uma identidade que não soe genérica dentro de um mercado saturado de imagens. O Katseye surge como um grupo que dialoga diretamente com uma estética globalizada, misturando referências culturais e visuais de diferentes mercados. A escolha de incorporar uma marca brasileira no figurino reforça essa proposta híbrida, que busca diversidade estética como diferencial.

Além disso, o clipe evidencia uma preocupação crescente com direção de arte e styling como elementos centrais para engajamento. Em tempos de consumo rápido de conteúdo, visuais marcantes se tornam tão importantes quanto a música em si.

Moda brasileira ganha espaço em produção internacional

Criada pela designer brasileira Thais Pires, a marca Artemisi estreou no São Paulo Fashion Week em novembro de 2023 e, em sua segunda apresentação, um ano depois, se consolidou como a marca por trás de um dos desfiles mais esperados da temporada. Desde 2024 a Artemisi vem ganhando espaço ao se especializar em peças que operam no limite entre moda e objeto. Suas criações partem de uma lógica menos comercial e mais imagética, são roupas pensadas para performar bem diante das câmeras.

Esse posicionamento explica por que a marca tem sido escolhida por stylists ligados à música pop. Em vez de seguir tendências sazonais, a Artemisi trabalha com volumes rígidos, recortes pouco convencionais e materiais que sustentam formas mais dramáticas. Em entrevista, a designer resume essa abordagem:

“A roupa precisa comunicar antes mesmo do movimento.”


Lara Raj veste Artemisi em cena do clipe “Pink Up”, do Katseye (Foto: Reprodução/Instagram/@artemisigallery)


Essa estética foi percebida pela Lara, que apostou no para o MV de “Pinky Up”. No contexto de um videoclipe, onde cada frame disputa atenção, esse tipo de construção se torna um recurso narrativo, não apenas estético.

O look 3D como linguagem estética no pop

O look usado por Lara aposta em estruturas que fogem do convencional, explorando camadas e formas que criam efeito quase escultórico no corpo. A estética 3D não aparece apenas como tendência, mas como ferramenta narrativa dentro do clipe, ajudando a construir a identidade visual da artista e do grupo.

Esse tipo de peça exige um trabalho técnico avançado, envolvendo desde modelagem até escolha de materiais que sustentem o efeito tridimensional sem comprometer mobilidade: algo essencial em performances coreografadas. No contexto do pop atual, onde imagem e performance caminham juntas, o figurino deixa de ser apenas complementar e passa a ser parte ativa da narrativa.

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