Copa do Mundo 2026: látex vira tendência na moda esportiva
Unindo ousadia e patriotismo, celebridades adaptam a história do látex para o uniforme da Seleção e lançam tendência urbana no mundial
Nesta sexta-feira (19), a Seleção Brasileira venceu o Haiti por 3 a 0 na Filadélfia, EUA, assumindo a liderança do Grupo C da Copa do Mundo 2026. Enquanto os jogadores se preparam para enfrentar a Escócia na próxima quarta-feira (24), em Miami, fora dos gramados o destaque ficou por conta das famosas: para celebrar a vitória com estilo, elas adotaram o látex como nova tendência fashion do segmento esportivo, que reúne patriotismo e ousadia.
Do fetichismo aos gramados
No universo da moda, as produções em látex são tradicionalmente associadas a propostas sensuais, ousadas e por vezes, futuristas. Inicialmente restrito ao universo do fetiche e à estética dominatrix, o material migrou gradativamente para movimentos contraculturais alternativos — como a cena punk — antes de alcançar os grandes holofotes do cinema, das passarelas e dos tapetes vermelhos.
A transição do látex para o mainstream revelou sua versatilidade e potencial comercial. Os pioneiros dessa abordagem foram Vivienne Westwood e Malcolm McLaren, que desafiaram os padrões da época através da loja SEX. A partir dali, grifes de peso como Marc Jacobs e Versace também incluíram o material em suas coleções, consolidando-o como um elemento permanente no vestuário contemporâneo.
Imaan Hammam desfilando para Versace na Semana de Moda de Milão 2022 (Foto: Reprodução/Vittorio Zunino Celotto/Getty Images Embed)
Para trazer essa estética aos gramados da Copa, celebridades brasileiras encontraram uma forma inusitada de fundir o látex à moda esportiva. Adaptado em camisetas ou bodies, o clássico uniforme de futebol ganhou um olhar moderno que reforça a maleabilidade do tecido, transitando facilmente entre o apelo de produções ousadas e a casualidade do streetwear.
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Deborah Secco (Foto: Reprodução/Instagram/@dedesecco)
Outro ponto de interesse é como a nova tendência se alinha à estética Brazilcore, que segue em forte evidência. A combinação propõe uma leitura mais extravagante e maximalista do estilo verde-amarelo, sem abrir mão da autenticidade e do orgulho nacional.
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Vivi Wanderley (Foto: Reprodução/Instagram/@vivi)
O closet de Filadélfia
A febre do látex ficou evidente nas redes sociais durante o segundo confronto da Seleção na Copa. Além de nomes como Deborah Secco e Vivi Wanderley, que já vinham chamando atenção pelo estilo ousado, outras personalidades aderiram ao movimento. Foi o caso da influenciadora GKAY, que escalou um visual inteiramente confeccionado no material para demonstrar seu apoio ao pentacampeão.
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GKAY (Foto: Reprodução/Instagram/@gessica)
A camiseta pode ser combinada a outras peças inferiores, como saias e shorts. Dependendo da combinação, o visual transita facilmente entre uma proposta casual e confortável e uma estética urbana. Para evidenciar a textura do material, o truque é umedecer a peça com água que deixa o látex com mais brilho.
Mas se engana quem pensa que o movimento se restringe ao jogo contra o Haiti. Embora a tendência seja recente, a expectativa é que, até o fim do mundial, as camisetas de látex ganhem ainda mais força entre as fashionistas e passem a ditar o ritmo dos lançamentos das grandes marcas de sportswear.
