Ex-BBB Marciele marca presença no Rio Fashion Week usando peças de sua marca
Cunhã-Poranga do Boi Caprichoso há quase 10 anos leva sua marca “Vai de Cunhã” para os palcos do evento de moda mais aguardado do Rio de Janeiro
O segundo dia do Rio Fashion Week 2026, que aconteceu nesta quarta-feira (15) no Píer Mauá, na Zona Central do Rio, contou com a presença de diversos famosos e personagens do mundo da moda. Marciele, a décima quarta eliminada do Big Brother Brasil 2026, compareceu ao evento e prestigiou o desfile da Normando, marca brasileira com origem em Belém do Pará, no coração da Amazônia. Marco Normando é o estilista e diretor criativo da marca, e Emídio Contente é publicitário e sócio da marca.
A ex-BBB, conhecida como Cunhã-Poranga, apareceu no desfile utilizando um look com blazer e calça de alfaiataria verdes, além de um top confeccionado à mão com miçangas de sua marca autoral, Vai de Cunhã.
Cunhã-Poranga
As apresentações simbolizam uma disputa a céu aberto entre duas agremiações folclóricas: o Boi Garantido (vermelho) e o Boi Caprichoso (azul), que acontece no Centro Cultural de Parintins — mais conhecido como Bumbódromo. O festival conta com um total de 21 itens, sendo um deles o de Cunhã-Poranga.
Marciele Albuquerque começou sua trajetória no festival em 2011, quando passou a integrar o Corpo de Dança Caprichoso (CDC), e atuou como substituta de personagens femininas, como Porta-Estandarte e Rainha do Folclore, antes de assumir o posto de Cunhã-Poranga.
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Marciele como Cunhã-Poranga do Boi Caprichoso (Foto: reprodução/Instagram/@marciele.albuquerque)
Natural de Juruti, no Pará, e com ascendência do povo Munduruku, Marciele ocupa o posto de Cunhã-poranga do Boi Caprichoso desde 2017, há quase dez anos. O festival é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Vai de Cunhã
Marciele trabalha divulgando organizações e é ativista social e ambiental. Ela é defensora dos povos indígenas e já representou a região Norte do país em eventos internacionais e em fóruns globais.
Sua marca, “Vai de Cunhã”, nasceu em 2023 como um meio de celebrar a identidade nortista e amazônica e de demonstrar a beleza das raízes nativas. De acordo com a própria marca, o nome surgiu a partir de questionamentos de amigos em toda ocasião em que iam sair. A pergunta que não queria calar era se ela ia de Cunhã ou de Marciele.
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Brinco da marca Vai De Cunhã (Foto: reprodução/Instagram/@vaidecunha)
As coleções costumam trazer elementos que remetem à fauna, à flora e aos grafismos indígenas, traduzindo o regionalismo para um contexto contemporâneo e urbano. As peças de miçanga são feitas por mãos originárias presentes na Amazônia. A marca trabalha com cultura e ancestralidade, interligando fauna, grafismos indígenas e o contemporâneo.
“Vai de Cunhã” conta com site próprio, onde é possível comprar brincos, colares, braceletes, blusas, quadros e diversas outras peças.
