Peggy Gou transforma passagem pelo Brasil em vitrine
DJ sul-coreana aposta em labels brasileiras e reforça a força criativa da moda nacional mostrando como o país é diverso quando se trata de moda
A visita ao Brasil da DJ e ícone fashion Peggy Gou — na qual se apresentou no último domingo (22) no Lollapaloza Brasil — foi além da música. Entre shows e eventos, a artista transformou sua estadia em uma vitrine espontânea para marcas brasileiras, destacando a originalidade e a diversidade do cenário fashion nacional.
Estilo autêntico que foge do óbvio e marca própria
Peggy Gou dificilmente passa despercebida e no Brasil, não foi diferente. Conhecida por sua presença marcante tanto na música eletrônica quanto na moda, a DJ sul-coreana trouxe na bagagem um estilo que mistura referências e rompe padrões previsíveis, antes de se tornar DJ ela estudou Design o que contribiu para o seu olhar único na moda.
Durante sua estadia no país, esse olhar se voltou diretamente para a cena brasileira. Em vez de apenas consumir tendências globais, Peggy incorporou marcas nacionais ao seu guarda-roupa, criando uma conexão genuína com o que está sendo produzido aqui.
E não é só sobre roupa é sobre narrativa. Cada look usado por ela funciona como uma extensão da sua identidade, reforçando a ideia de que estilo, quando é autêntico, não precisa de esforço para comunicar.
Marcas brasileiras ganham protagonismo
Entre as escolhas de Peggy Gou, algumas marcas brasileiras ganharam destaque e cada uma revela um recorte diferente da moda contemporânea do país. A Eggos Studios, por exemplo, aparece com uma proposta mais experimental, quase artística. São peças que não tentam agradar todo mundo e talvez seja exatamente por isso que funcionam tão bem. Existe ali uma ousadia silenciosa que conversa diretamente com o estilo da DJ.
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Conhecida pelos bonés iconicos e estilosos (Foto: reprodução /Instagram /@eghostudios)
Já a Misci traz um outro tipo de força: mais narrativa, mais carregada de significado. A marca trabalha com identidade, com história, com Brasil de verdade e isso aparece nas formas, nos tecidos, na construção. É uma escolha que diz muito sobre o tipo de moda que Peggy valoriza. Misci já vestiu o cantor Seu Jorge e Roberta Miranda.
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A marca com identidade mais brasileirinha do país (Vídeo: reprodução /Instagram /@misci_)
A Working Title entra como um respiro minimalista. Com cortes precisos e uma estética mais limpa, ela mostra que o básico também pode ter personalidade. Não é sobre exagero, mas sobre saber exatamente o que está fazendo.
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Mais voltado para moletons e blusas estilo indie e street (Foto: reprodução /Instagram /@workingtitlesp)
E a Piet fecha esse roteiro com uma energia urbana muito clara. Com referências que passam pelo skate, pela rua e pela cultura jovem, a marca traduz um Brasil contemporâneo, conectado com o mundo, mas ainda muito fiel às suas raízes. Essa marca é favorita do Cantor Cabelinho e João Gomes.
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Casacos Piet (Foto: reprodução /Instagram /@piet_org)
Outro detalhe que reforça essa relação entre Peggy e a moda é sua própria marca, a Peggy Goods, uma extensão direta do seu olhar criativo. Conhecida por peças com referências culturais e estética divertida, a label já lançou camisetas inspiradas em diferentes países, incluindo versões que remetem ao Brasil. É mais uma forma de transformar lugares em memória e estilo ao mesmo tempo.
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Camiseta inspirada na copa do mundo 2026 (Foto: reprodução /Instagram /@peggygoods_)
No fim, o que poderia ser apenas uma visita se transforma em algo maior. Sem campanhas, sem discursos ensaiados, Peggy Gou coloca a moda brasileira em circulação global apenas sendo quem ela é. E talvez seja justamente isso que torna tudo mais potente.
