Com referências históricas, Maria Grazia Chiuri estreia na alta-costura da Fendi em Roma

Nova coleção une legado de Karl Lagerfeld, referências à Roma e silhuetas fluidas para apresentar uma visão contemporânea da alta-costura

10 jul, 2026
Nova coleção da Fendi | Reprodução/Instagram/@fendi
Nova coleção da Fendi | Reprodução/Instagram/@fendi

Na noite da última quinta-feira (9), a estilista italiana Maria Grazia Chiuri estreou na alta-costura da grife Fendi ao apresentar a nova coleção da maison na Galleria Nazionale d’Arte Moderna e Contemporanea, em Roma, na Itália. O desfile, realizado neste mês de julho de 2026, utilizou a cidade natal da diretora criativa como cenário e inspiração para fundir o legado histórico de Karl Lagerfeld com conceitos modernos de emancipação feminina, destacando-se na passarela pelo uso de silhuetas fluidas, alfaiataria desconstruída e estampas geométricas.

Nova coleção e o diálogo com a herança da marca

Ao eleger sua cidade natal como palco, a diretora criativa da Fendi, Maria Grazia Chiuri, antecipa a essência de sua nova linha. A designer, em sua estreia na alta-costura da grife, usou Roma como principal inspiração e cenário, evocando as raízes clássicas da maison.

O desfile aconteceu na Galleria Nazionale d’Arte Moderna e Contemporanea, espaço que também sedia a reativação da exposição After un percorso di lavoro. Fendi / Karl Lagerfeld 1965-2019. A mostra resgata o icônico legado do designer alemão e celebra sua histórica colaboração com a marca italiana.

Enquanto Lagerfeld revolucionou a grife ao criar o conceito de fun fur e o famoso monograma FF, Chiuri assume as rédeas propondo um diálogo que cruza a tradição da casa com as artes visuais e uma profunda consciência sobre o corpo feminino. O ponto de partida do lançamento é o Labirinto, uma estampa que entrelaça o clássico monograma em um sofisticado desenho geométrico de inspiração modernista.


 

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Maria Chiuri detalha inspiração da nova coleção da Fendi (Vídeo: reprodução/Instagram/@fendi)


Peças refletem a liberdade feminina

Além de beber na fonte de um cenário que mexe com as origens de Chiuri, as técnicas consolidadas da Fendi foram o grande destaque das novas criações. Contudo, para movimentar uma apresentação de alta-costura em um contexto atual em que o vestuário reflete posicionamentos sociais, a diretora priorizou o conceito de emancipação e liberdade das mulheres.

As silhuetas fluidas, que já vêm ganhando força nas semanas de moda, dominaram a passarela por meio de vestidos longos e uma alfaiataria desconstruída, reduzindo os excessos e focando na precisão do corte.

Esse caimento aparentemente simples exige, na verdade, um desenvolvimento minucioso nos ateliês. O destaque fica por conta da delicada georgette intrecciata, responsável por transformar a padronagem em uma textura leve e quase impalpável. Elementos que são marcas registradas da estilista, como as capas, os arabescos e as estruturas inspiradas em quimonos, reaparecem para consolidar uma proposta de vestir contemporânea.

Complementando essa estética, a paleta de cores da coleção variou entre tons sóbrios de preto e branco com padrões geométricos marcantes, além de produções monocromáticas em creme e nude.


 

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Desfile alta-costura Fendi outono/inverno 2026/2027 (Vídeo: reprodução/Instagram/@fendi)


De volta às suas origens romanas, Maria Grazia Chiuri parou o universo da moda em sua estreia na alta-costura da Fendi. Unindo o icônico monograma da grife a silhuetas fluidas e mensagens de liberdade feminina neste início de julho, a diretora criativa entrega uma coleção impecável, aclamada pela crítica e pronta para ditar os novos rumos do luxo contemporâneo.

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