Flávio Bolsonaro acusa Kassab de ter usado o nome de Bolsonaro para solicitar os recursos de Daniel Vorcaro

O candidato pelo PL nega que as campanhas de Tarcísio de Freitas e do seu pai Jair Bolsonaro teriam recebido dinheiro do banqueiro do Banco Master

04 set, 2026
Flávio Bolsonaro | Reprodução/X/@Metropoles
Flávio Bolsonaro | Reprodução/X/@Metropoles

Em sua transmissão semanal no canal do YouTube, o candidato presidenciável pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (3) ser uma mentira que as campanhas em 2022 para a presidência de Jair Bolsonaro (PL-RJ) e para o governo paulista de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) teriam recebido dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master.

Além disso, o senador e candidato à presidência acusa o presidente do PSD e candidato à vice-presidência na chapa de Ronaldo Caiado (PSD-GO), Gilberto Kassab, de ter usado o nome do seu pai para captar recursos de Vorcaro na época.

O que dizem os envolvidos

Flávio Bolsonaro acusa Gilberto Kassab de ter usado o nome de Jair Bolsonaro para captar os recursos para as campanhas dele para presidente e de Tarcísio de Freitas para o Palácio dos Bandeirantes. Além disso, chama Kassab de “eleitor do Lula” em sua transmissão online no YouTube.

“Obviamente uma mentira… Querem fazer acreditar que Kassab foi captar investimento de campanha para Bolsonaro em 2022. Está de sacanagem. Agora, Kassab virou aliado de Bolsonaro? Kassab, que é eleitor de Lula… O que parece que aconteceu é que Kassab pediu dinheiro para Vorcaro, dizendo que era dinheiro para Bolsonaro e Tarcísio, que nunca apareceu esse dinheiro, e o Kassab deve ter ficado com esse dinheiro, se for verdade”, afirmou em transmissão no seu canal no YouTube.


Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro. (Foto: reprodução/X/@republiqueBRA)

Na delação, Daniel Vorcaro afirma que as doações feitas pelo seu cunhado Fabiano Zettel às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio, em 2022, foram contrapartidas de um suposto acordo com o presidente do partido PSD, Gilberto Kassab, para manter o Credcesta no governo paulista com a chegada de Tarcísio ao Palácio dos Bandeirantes. Dos R$ 5 milhões, a campanha de Bolsonaro recebeu R$ 3 milhões e a campanha de Tarcísio recebeu R$ 2 milhões.

Em nota, Tarcísio nega qualquer ligação com o banqueiro, seguiu com a legislação eleitoral normalmente e o doador não tinha conhecimento de eventuais condutas externas de sua campanha, além da prestação ter sido aprovada pela Justiça Eleitoral na época. Além disso, o governador de São Paulo também nega ter tratado qualquer doação com Vorcaro ou Augusto Lima, nem discutido o Credcesta e muito menos recebido valores dos envolvidos. Gilberto Kassab também negou qualquer envolvimento com o caso ou com o banqueiro do Banco Master.

Candidato sai em defesa de Nikolas Ferreira

Na mesma transmissão, Flávio Bolsonaro aproveitou o momento e saiu em defesa do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), seu aliado de campanha. Segundo o senador, ele acusa que o caso tem sido usado como uma “cortina de fumaça” em meio à investigação sobre o envolvimento do ministro do STF, Alexandre de Moraes, citado em conversas com Daniel Vorcaro. Além disso, ele afirma que o áudio também confirma que o deputado não conhecia o banqueiro e que “não fez nada de errado”.

Em áudios divulgados pelo ICL Notícias, do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), mostra-se que o parlamentar pediu ajuda a Daniel Vorcaro para a liberação de um ativo minerário. Em sua própria defesa, Nikolas diz que a conversa limitou-se ao repasse de um contato e que desconhecia detalhes técnicos do assunto.

Na mensagem enviada ao banqueiro, o deputado ofereceu uma ponte entre o empresário e o seu ex-assessor e advogado, Thiago Rodrigues de Faria, para tratar sobre o assunto do “ativo minerário”. Além disso, ele volta a afirmar que a conversa não gerou transações ilícitas ou contratos públicos.

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