JP Morgan projeta Selic em 10,75% e Brasil se destaca na América Latina
O relatório mais recente do JP Morgan destaca uma visão de otimismo para o mercado de ações brasileiro, com projeção de 10,75% na Selic. De acordo com analistas, fatores como a perspectiva de cortes nas taxas de juro e a crescente aproximação das eleições de 2026 reforçam um caminho positivo para um novo recorde no […]
O relatório mais recente do JP Morgan destaca uma visão de otimismo para o mercado de ações brasileiro, com projeção de 10,75% na Selic. De acordo com analistas, fatores como a perspectiva de cortes nas taxas de juro e a crescente aproximação das eleições de 2026 reforçam um caminho positivo para um novo recorde no mercado. Além da projeção, o Brasil também teve destaque entre os países vizinhos da América Latina.
A previsão de acordo com a empresa de serviços financeiros é de que a Selic, atualmente em 15%, começará a ter queda por volta de dezembro, com um corte de 4,25 pontos, posicionando a nova taxa em 10,75%. Segundo a JP Morgan, o ciclo atual da Fed (Banco Central dos EUA) está diferente dos anteriores. Anteriormente, os cortes no Banco Central americano ocorriam em períodos de crise, obrigando os bancos da América Latina a elevarem suas taxas. Entretanto, com o enfraquecimento do dólar mundialmente, países como o Brasil tem a possibilidade de subirem na economia através de cortes de juros.
Saída e entrada de bancos
Paralelamente, o levantamento do JP Morgan sinaliza mudanças no portfólio de investimentos no Brasil. O Banco do Brasil foi retirado da lista de recomendações por deterioração da qualidade dos ativos do agronegócio, de acordo com o JP Morgan. Conforme último balanço divulgado pelo BB, o lucro líquido ajustado registrou uma queda de 60%, com a inadimplência rural sendo um dos principais motivos relatados.
Em contrapartida a saída do BB, o Nubank ganha espaço no portfólio da gigante. O banco digital é visto como promissor pelo JP Morgan, com a tese sendo sustentada pela alta de operações no país e pela expectativa de que sua unidade no México alcance um equilíbrio.
Nubank entrou na lista de recomendações do JP Morgan (Foto: reprodução/Cheng Xin/Getty Images Embed)
Análise da América Latina
A pesquisa do JP Morgan também se estende para outros países da América Latina, com resultados positivos e negativos nos mercados latino-americanos. A Argentina, em particular, é um dos países com resultados positivos no relatório. Os fatores citados incluem a queda da inflação, crescimento econômico acelerado e a redução do déficit fiscal. De acordo com os analistas, esses fatores atraem potencialmente investidores estrangeiros.
No campo neutro, o México e o Chile mantêm estabilidade em seus mercados. Contudo, as negociações do USMCA (acordo comercial entre os países da América do Norte) podem acarretar mudanças no cenário mexicano.
Já nos resultados negativos, o Peru segue com recomendação de subpoderação e a Colômbia enfrenta um panorama com mais desafios ainda, através do agravamento fiscal e incertezas na política. Ambos os motivos negativos tornam os países menos atrativos para investidores. A percepção é de que, apesar dos avanços em alguns países, é o Brasil quem apresenta um momento mais favorável para investimentos, através de fatores internos que o posicionam de forma mais atrativa.
