Abertura no Canadá e EUA transformam Copa do Mundo em festival multicultural
Mundial 2026 é marcado por dois dias de abertura e reúne grandes nomes da música em celebrações que exaltaram a cultura de México, Canadá e Estados Unidos
A Copa do Mundo de 2026 já vem sendo marcada por uma série de novidades dentro e fora dos gramados. Além da ampliação no número de seleções participantes e da presença inédita de três países como sedes do torneio, o evento também apostou em um formato diferenciado para suas cerimônias de abertura. Após o espetáculo realizado no México, Canadá e Estados Unidos deram continuidade às celebrações com apresentações que reuniram artistas de destaque internacional e elementos representativos de suas culturas.
O segundo dia de festividades aconteceu nesta sexta-feira (12) e transformou os estádios de Toronto e Los Angeles em grandes palcos musicais. Com homenagens culturais, participações especiais e performances inéditas, as duas cerimônias reforçaram a proposta da organização de tornar esta edição do Mundial uma experiência mais imersiva para torcedores dentro e fora dos estádios.
Canadá aposta em diversidade cultural e homenagens históricas
Antes da partida válida pelo Grupo B, o BMO Field, em Toronto, recebeu a segunda cerimônia oficial de abertura da Copa do Mundo. O evento foi marcado pela valorização da diversidade cultural canadense e pela presença de artistas que representam diferentes gerações da música do país.
Entre os destaques da noite esteve Alessia Cara, uma das artistas canadenses mais populares da atualidade. A cantora dividiu espaço com nomes consagrados como Michael Bublé e Alanis Morissette, que participaram da celebração em diferentes momentos da programação.
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Apresentação de Michael Bublé na abertura do Canadá (Vídeo: reprodução/Instagram/@michaelbucle)
Outro momento de destaque foi a apresentação de Aleksandar Gajić, responsável pela interpretação dos hinos nacionais antes do início da partida. O artista executou os hinos do Canadá e da Bósnia e Herzegovina, contribuindo para o clima de celebração que antecedeu o confronto.
A cerimônia também dedicou espaço para homenagear os povos originários do Canadá. Discursos foram realizados em inglês, francês e idiomas nativos, destacando a importância histórica e cultural dessas comunidades para a formação da identidade canadense.
As apresentações musicais seguiram valorizando a diversidade do país. O palco recebeu ainda performances de Nora Fatehi, Vegedream e Sanjoy, além do encerramento conduzido pelas cantoras Jessie Reyez e Elyanna, que levaram ao público uma mistura de estilos e influências musicais.
A celebração canadense reforçou uma característica presente em toda a organização do torneio: a tentativa de transformar a Copa em uma experiência que vá além do futebol, utilizando a música e a cultura como ferramentas de conexão entre torcedores de diferentes partes do mundo.
Anitta, LISA e Katy Perry comandam espetáculo nos Estados Unidos
Horas depois da cerimônia em Toronto, as atenções se voltaram para Los Angeles, palco da última abertura programada para esta edição do Mundial. O evento reuniu alguns dos artistas mais aguardados pelos fãs e apostou em uma combinação de gêneros musicais para representar a diversidade presente no cenário cultural norte-americano.
Um dos primeiros momentos de destaque aconteceu com a apresentação da cantora sul-africana Tyla ao lado do rapper Future. A dupla levou ao estádio uma performance marcada por ritmos contemporâneos e grande interação com o público presente.
Na sequência, um dos momentos mais aguardados da noite ficou por conta da brasileira Anitta e da tailandesa LISA, integrante do grupo de k-pop Blackpink. As artistas subiram ao palco para interpretar “Goals”, música que também conta com a participação do cantor nigeriano Rema.
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Performance de “Goals” na abertura dos Estados Unidos (Vídeo: reprodução/Instagram/@lalalalisa)
A canção foi desenvolvida como uma celebração da diversidade cultural presente nesta edição da Copa do Mundo. Misturando elementos do afrobeats, pop latino e k-pop, a faixa simboliza a união de diferentes estilos musicais e nacionalidades em um único projeto. A produção ficou sob responsabilidade de Cirkut, vencedor do Grammy e conhecido por trabalhos com grandes nomes da indústria musical.
A participação de Anitta foi especialmente celebrada pelos torcedores presentes no estádio. A cantora brasileira recebeu forte apoio do público e protagonizou um dos momentos mais comentados da cerimônia nas redes sociais.
Outro nome aguardado para a noite era Katy Perry. A artista norte-americana apresentou a música “Wonder” ao lado do cantor norueguês Tius Luka, encerrando uma sequência de performances que ajudaram a consolidar o caráter internacional do evento.
Os momentos protocolares da cerimônia também contaram com apresentações musicais. Os hinos nacionais foram interpretados pela dupla country Dan + Shay e pelo grupo paraguaio Purahei Soul, representando diferentes tradições musicais presentes entre os países participantes.
As celebrações realizadas no Canadá e nos Estados Unidos encerraram uma sequência inédita de cerimônias de abertura distribuídas entre os três países-sede. Enquanto o México apostou em referências à cultura latina e à tradição histórica do Estádio Azteca, canadenses e norte-americanos utilizaram a música como principal ferramenta para apresentar suas identidades culturais ao público mundial.
