Alok homenageia Marília Mendonça com imagem feita por drones em Barretos

DJ misturou eletrônico com sucessos sertanejos e contou com Ana Castela em apresentação que terminou com homenagem visual à cantora falecida

23 ago, 2026
Alok faz homenagem a Marília Mendonça | Reprodução/Instagram/@alok
Alok faz homenagem a Marília Mendonça | Reprodução/Instagram/@alok

Alok subiu ao palco na madrugada de domingo (23) na Festa do Peão de Barretos para um show que alternava clássicos eletrônicos com remixes do universo sertanejo. Ana Castela participou da apresentação, que incluiu uma homenagem a Marília Mendonça: drones formaram no céu a silhueta de um beija-flor e, em seguida, o rosto da cantora falecida.

O DJ tocou remixes de “Flor e Beija-Flor”, “Estrelinha” e “Supera”, sucessos da artista que morreu em novembro de 2021 em um acidente aéreo. O público, em sua maioria com trajes de festa country apesar dos 13°C, acompanhou emocionado a sequência que misturava pirotecnia, fogos de artifício e sincronismo de luzes.

A nervosidade de tocar em Barretos

No sábado (22), durante coletiva de imprensa, Alok revelou o que o deixa inquieto ao encarar o festival. “As pessoas me perguntam se tem algum evento que ainda me deixa nervoso, Barretos é um deles, porque me tira da zona de conforto”, disse o artista. Essa tensão reflete a escolha estratégica de sua carreira: não se fixar apenas na música eletrônica, seu reduto de segurança, mas transitar entre gêneros onde eletrônico e sertanejo convivem no mesmo palco.

Natural de Goiás, Alok tem um irmão gêmeo também DJ. Durante a coletiva, brincou sobre a identidade da dupla: a raiz familiar o puxa para o sertanejo, mas sua trajetória profissional o consolidou no eletrônico. O show em Barretos representa esse equilíbrio que ele escolheu sustentar.

A estrutura visual e os convidados

O espetáculo começou com uma coreografia de drones sobre o Parque do Peão, sinalizando o retorno do artista ao festival após três anos de ausência. A performance manteve ritmo acelerado do começo ao fim, sem pausas que quebrassem a imersão. Zeeba também dividiu o palco com Alok, ampliando a gama sonora com sucessos como “Pipoco” e “Hear Me Now”, reforçando a proposta de fusão entre os gêneros.

A temperatura noturna e a vestimenta característica do público não arrefeceram a energia da plateia. Fãs de eletrônico e de estética cowboy dançaram juntos ao longo da apresentação, validando a aposta do DJ em mesclar sons que, à primeira vista, parecem distantes.


Alok faz espetáculo em Barretos com homenagem Marília Mendonça (Vídeo: reprodução/YouTube/@navelloka)


A gratidão e o caminho até aqui

Alok é atualmente o terceiro melhor DJ do mundo em 2025, segundo ranking internacional. Sua trajetória, porém, quase não aconteceu. No início da carreira, considerou abandonar a música para focar em Relações Internacionais. Seu pai, DJ Juarez Petrillo, o aconselhou a persistir há duas décadas. Esse conselho moldou tudo que veio depois.

Durante a coletiva, o artista expressou gratidão pelo percurso: “Gratidão enorme pelo privilégio de poder estar aqui por meio da música. A música eletrônica é a forma que encontrei de materializar minha Arte, minha expressão. Fico grato por me receberem aqui de braços abertos”. A homenagem a Marília Mendonça em Barretos marca, também, o reconhecimento de uma ponte que ele construiu entre mundos aparentemente separados na música brasileira.

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