Dolly Parton morre aos 80 anos; relembre a trajetória da cantora

Cantora apresenta ‘Life of Many Colors Museum’, que abrirá em 2026 em Nashville e reunirá a história de sua jornada da pobreza ao sucesso

25 ago, 2026
Dolly Parton | Reprodução/Instagram/@dollyparton
Dolly Parton | Reprodução/Instagram/@dollyparton

No dia 12 de agosto, Dolly Parton divulgou um vídeo nas redes sociais apresentando o ‘My Life of Many Colors Museum’, descrito como a maior exposição sobre sua vida e carreira já realizada no mundo. O espaço funcionará no SongTeller Hotel, em Nashville, Tennessee, com inauguração prevista para outono de 2026. O vídeo foi compartilhado 13 dias antes da morte da cantora.

“Do lixo ao luxo, fui abençoada com uma vida cheia de histórias, e agora finalmente posso compartilhar todas elas com vocês em um só lugar: o My Life of Many Colors Museum”

No anúncio, Dolly Parton falava de sua trajetória extraordinária. Nascida em 1946 em Sevier County, no Tennessee, ela era a quarta (12) de 12 filhos de um agricultor sem terras. A família vivia em uma cabana de um único cômodo, à margem do rio Little Pigeon, sem água encanada ou eletricidade. O médico que fez seu parto foi pago com um saco de farinha de milho.

Essa origem moldou toda sua vida pública. A expressão que escolheu para descrever sua transformação, “do lixo ao luxo”, resume a passagem de menina pobre a uma das maiores lendas da música country.

O legado em forma de museu

Bryan Seaver, sobrinho e chefe de segurança de Dolly, confirmou que a cantora havia solicitado esse anúncio em vídeo há anos. “Esse anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu há anos, antes que eu tivesse absorvido totalmente como uma realidade no futuro”, afirmou Seaver.

O museu chega num momento de transformações na vida da artista. Carl Thomas Dean, marido de Dolly por mais de cinco décadas, faleceu em março de 2025. Desde então, a cantora enfrentava desafios de saúde, embora continuasse trabalhando e alimentando projetos futuros.

Seaver, ao comunicar a morte da tia, refletiu sobre seu legado. “A tristeza fica conosco, não com a Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, com certeza, ao lado de Carl, seus pais e incontáveis outros que a assistiram”, disse. A exposição representa a síntese dessa vida de transformação que Dolly sempre desejou compartilhar sob um único teto.


 Cantora Dolly Parton (Vídeo: reprodução/Instagram/@dollyparton)


Trajetória artística

Origem e primeiros passos

Dolly Rebecca Parton nasceu em 19 de janeiro de 1946 em Locust Ridge, Tennessee, sendo a quarta (12) filha de uma família com 12 crianças. Nascida nas Smoky Mountains, começou a cantar desde jovem. Antes de completar 20 anos, já havia se mudado para Nashville, núcleo da indústria country americana. Casou-se em maio de 1966 com Carl Thomas Dean aos 20 anos de idade.


 Cantora Dolly Parton (Foto: reprodução/Instagram/@dollyparton)


Legado musical

Dolly compôs músicas que atravessaram o gênero country e alcançaram audiência mundial. “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You” tornaram-se conhecidas para além das fronteiras do estilo. Escrita em 1973, “I Will Always Love You” ganhou projeção internacional renovada quando integrou a trilha sonora de O Guarda-Costas em 1992.

Acumulou sete vitórias competitivas no Grammy e recebeu o Grammy Lifetime Achievement Award em 2011. Sua obra musical transcendeu amplamente o universo do country.

Carreira cinematográfica

Dolly também se dedicou à atuação. Em 1980, estrelou Como Eliminar Seu Chefe ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin, além de participar de Flores de Aço. Integrou diversos projetos televisivos, consolidando-se tanto como intérprete de canções quanto como atriz em produções fílmicas.


 Cantora Dolly Parton (Foto: reprodução/Instagram/@dollyparton)


Com sete décadas de carreira, seu trabalho inspirou gerações de artistas e admiradores. Suas composições continuarão ressoando em pessoas de todas as idades. O impacto de sua obra, tanto musical quanto filantrópico, transcendeu as fronteiras do entretenimento.

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