Bad Bunny faz apresentação histórica no Super Bowl LX e bate recorde de audiência
Com show em espanhol, participações de Lady Gaga e Ricky Martin e mensagem política, cantor faz do intervalo do Super Bowl um marco da cultura latina
Recém vencedor do primeiro Grammy de Melhor Álbum dedicado a uma produção totalmente em espanhol, o porto-riquenho Bad Bunny fez história novamente no Super Bowl após dar vida ao show de intervalo mais assistido de todos os tempos. Segundo dados divulgados pela NBC, a apresentação deste domingo (8) alcançou uma audiência global estimada em 135,4 milhões de espectadores, superando recordes anteriores e consolidando o artista como um fenômeno cultural. No Levi’s Stadium, em São Francisco, o jogo entre Seahawks e Patriots foi ofuscado por uma performance que uniu o reggaeton e a identidade latina no centro do maior palco da cultura pop americana.
Cantado em espanhol do início ao fim, foram apresentados alguns dos maiores sucessos da carreira de Benito Antonio Martínez Ocasio, como “Tití Me Preguntó”, “Yo Perreo Sola”, “Safaera” e “El Apagón”. Além do compilado de hits, a apresentação teve como foco a narrativa visual e sonora que abrangeu as raízes porto-riquenhas do artista, transformando o intervalo do Super Bowl em uma grande celebração da cultura latina transmitida para o mundo inteiro.
As raízes porto-riquenhas
Bad Bunny deixou claro desde os primeiros segundos de apresentação que aquela não seria uma apresentação qualquer. O cantor trajava uma camisa de futebol americano em tom off-white, com o sobrenome Ocasio estampado nas costas e o número 64 e abriu o show rodeado por referências do cotidiano de Porto Rico. O gramado continha imagens de trabalhadores rurais, jogos de dominó, carrinhos de granizados e pela icônica “casita”, réplica de uma casa tradicional da ilha.
Ver essa foto no Instagram
Bad Bunny performa no Super Bowl (Vídeo: reprodução/Instagram/@nfl)
Como em um baile de reggaeton a céu aberto, o artista interagiu com dançarinos e figurantes, subindo no teto de uma picape para cantar faixas que energizaram todo o estádio. Na plateia, estavam presentes grandes nomes como Karol G, Cardi B e Jessica Alba, reforçando a importância de um espetáculo, que mesclou música, identidade e pertencimento em sua cenografia.
Quando o universo da música pop colide
Um dos momentos mais comentados da noite foi a entrada surpresa de Lady Gaga. Ao lado de Bad Bunny, a cantora apresentou uma versão inédita e tropical de “Die With A Smile”, incorporando elementos de salsa, em uma performance que simbolizou o diálogo entre diferentes universos da música pop. Pouco depois, Ricky Martin surgiu no palco, criando uma ponte entre gerações ao dividir os vocais em “Lo Que Pasó en Hawaii”.
Ver essa foto no Instagram
Lady Gaga canta Die With a Smile no Super Bowl LX (Vídeo: reprodução/Instagram/@ladygaga)
A mensagem política do show ficou evidente durante “El Apagón”, quando imagens e referências à crise energética em Porto Rico ganharam destaque. No encerramento, Bad Bunny ergueu uma bola de futebol americano com a frase “Together We Are America”, após citar países de todo o continente, reforçando a importância da união latina. O Super Bowl LX entrou para a história não apenas pelo esporte, mas como o momento em que a cultura latina ocupou o centro das atenções.
