Super Bowl: Bad Bunny transforma o evento em cenário de resistência latina

Bad Bunny faz história ao abrir espaço para a valorização da cultura de países latinos e transforma Super Bowl em território de luta pelos imigrantes

09 fev, 2026
Bad Bunny | Reprodução/Instagram/@badbunnyprnation
Bad Bunny | Reprodução/Instagram/@badbunnyprnation

O show do intervalo do Super Bowl, final da liga de futebol americano, ocorreu no domingo (8), e teve como atração o cantor porto-riquenho Bad Bunny, o maior cantor latino da atualidade. Durante a apresentação Bad Bunny cantou singles do álbum “Debí Tirar Más Fotos”, reconhecido como o melhor disco do ano na 68ª edição do Grammy.

O cantor também fez do show um cenário político, devido a perseguição e ataques que os imigrantes têm enfrentado nos EUA, pelo Serviço de Alfândega e Imigração (ICE). Através da apresentação com músicas em espanhol, o cantor reforçou que valoriza a identidade e cultura latina e abriu espaço para críticas políticas.

Super Bowl como espaço de luta política

Apesar de terem surgido críticas sobre a escolha do Bad Bunny como atração para o show no intervalo do Super Bowl, o artista não deixou de mostrar ao público o potencial latino. Durante a apresentação, o cantor ergueu a bandeira de Porto Rico, ato simbólico e histórico que buscou valorizar a identidade porto-riquenha e se referir aos ataques constantes a imigrantes.


 

Bad Bunny ergue bandeira de Porto Rico no Super Bowl (Vídeo: Reprodução/Instagram/@billboardbr)


Ele também reforçou que não é só os Estados Unidos que faz parte da América ao citar todos os países que compõem o continente: “God Bless America: Chile, Argentina, Uruguay, Paraguay ,Bolivia, Perú, Ecuador, Brasil, Colombia, Venezuela, Guyana, Panamá, Costa Rica, Nicaragua, Honduras, El Salvador, Guatemala,México, Cuba, República Dominicana, Jamaica, haiti, Las Antillas, United States, Canadá, a my motherland, mi patria : Porto Rico.”, disse o cantor.

Confira mais detalhes do show

Outro momento que emocionou o público foi a presença de uma criança, representando o jovem Benito Antonio Martinez Ocasio (nome de nascença do cantor), que queria ser artista. Bad Bunny entregou o Grammy a um outro garoto, que estava na sala com familiares. O garoto também aparece dormindo em 3 cadeiras numa festa de casamento, referência a um momento cultural que ocorre muitas vezes em festas latinas.


Bad Bunny entregando Grammy para um menino durante Super Bowl (Vídeo: Reprodução/Instagram/@voguebrasil)


O show também contou com a participação especial de dois artistas. Outro cantor latino apareceu, o Ricky Martin, que é um dos grandes nomes latinos à conquistar sucesso mundial. Ele apareceu sentado em uma cadeira de plástico, referência a capa do álbum “DMTF”.  A cantora Lady Gaga também marcou presença e trouxe uma nova versão do single “Die With a Smile, num estilo mais voltado para a salsa.

Trump critica show de Bad Bunny

Após o show cultural e de resistência realizado por Bad Bunny, o presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou sua irritação com a apresentação. Ele disse que nunca chegou a ouvir falar no cantor e o acusou de “espalhar ódio” por ter se posicionado com mensagens que valorizam Porto Rico e a América Latina. Trump chegou a chamar a apresentação de “absolutamente ridículo”. E também disse: “Esse show é um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias”, deixando evidente o posicionamento político a favor da atual situação sofrida por imigrantes.

Bad Bunny mostrou que sente orgulho de ser latino através das músicas cantadas do álbum “DMTF”, de todos os detalhes e ambientalização, e assim, se posicionou politicamente durante o show do Super Bowl, sendo aplaudido por muitos e criticado por outros nas redes sociais.              

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