Super Bowl 2026: saiba quanto foi o cachê de Bad Bunny

Considerada um dos eventos esportivos mais aguardados do ano, a final do Super Bowl é palco de grandes apresentações e o cachê pago aos artistas chama atenção

09 fev, 2026
Bad Bunny | Reprodução/Instagram/@badbunnypr
Bad Bunny | Reprodução/Instagram/@badbunnypr

A grande final do Super Bowl, realizada neste domingo (8), tem sido um dos assuntos mais falados do momento. O show de Bad Bunny foi o ponto alto da noite, com uma apresentação marcada pela representatividade latina. Além do espetáculo, o valor recebido pelo artista também virou assunto nas redes sociais.

O cachê que surpreendeu 

Para além do espetáculo que teve como centro a representatividade da cultura latina, outro fato chamou a atenção: o cachê recebido pelo artista. Diferente do que se imagina, o valor pago para as atrações é bem abaixo do esperado. Segundo a National Football League (NFL), os custos de logística e estrutura milionários são custeados pela liga.

Seguindo a tradição, os artistas não recebem cachê convencional, apenas um valor simbólico definido pelo sindicato, estimado em cerca de U$ 1.000,00 (R$ 5.000,00 convertidos em reais). Ainda assim, o show de intervalo do Super Bowl é um dos espaços de maior visibilidade mundial. Um exemplo, é o show de Rihanna em 2023, que atraiu mais de 120 milhões de espectadores e movimentou mais de U$ 13 milhões de dólares, segundo a revista Esquire

Bad Bunny, por sua vez, tem conquistado cada vez mais o público, e desde o anúncio de sua participação, as redes sociais aguardavam ansiosamente pela performance. Além de seus singles, cantor dividiu o palco com Lady Gaga, que apresentou uma versão latina de Die With a Smile, e com o conterrâneo Ricky Martin, que interpretou Lo Que Le Pasó a Hawaii, faixa que aborda a relação entre Havaí, Porto Rico e os Estados Unidos.


 

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Bad Bunny homenageia a cultura latina no Super Bowl (Vídeo: reprodução/Instagram/@grammys)


Segundo a NFL, o retorno financeiro pode ser de aproximadamente U$ 15 milhões (R$ 79 milhões convertidos em reais). Para Benito, esse impacto refletirá nos streams e vendas de ingressos. No Brasil, as buscas pelas músicas do cantor cresceram 426% em relação à semana anterior, segundo dados do Spotify Brasil. 

Atrito com o governo

Uma semana antes de se apresentar no Super Bowl, Bad Bunny já havia gerado repercussão ao expressar sua infelicidade com os recentes acontecimentos envolvendo as ações do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos) contra os imigrantes.

Em seu discurso, o artista defendeu a comunidade latina, destacando a importância da representatividade e condenando as medidas agressivas tomadas pelo governo atual. A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais e na imprensa internacional, aumentando ainda mais o embate entre o artista e o presidente Donald Trump, que já havia declarado sua infelicidade com a escolha do cantor para o show de intervalo e ameaçou colocar o ICE nas portas do estádio durante o evento. 


 

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Bad Bunny critica ações do ICE durante Grammy (Vídeo: reprodução/Instagram/@grammys)


A postura política de Bad Bunny não é inédita, ao longo da carreira, o cantor porto-riquenho tem usado sua visibilidade para abordar temas sociais e políticos, especialmente relacionados a identidade latina, imigração e desigualdades nos Estados Unidos. A escolha do artista como atração principal do show do intervalo do Super Bowl, reforçou o debate sobre o papel de grandes eventos culturais como plataformas de posicionamento social.

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