Grammy 2026: Bad Bunny vence categoria Álbum do Ano

Bad Bunny vence maior categoria do Grammy Awards 2026, faz discurso sobre situação política dos imigrantes nos Estados Unidos e é aplaudido de pé

02 fev, 2026
Bad Bunny em ensaio fotográfico | Reprodução/Instagram/@badbnuny
Bad Bunny em ensaio fotográfico | Reprodução/Instagram/@badbnuny

Hoje (1º), acontece a 68ª edição do Grammy Awards, principal premiação da indústria fonográfica, que celebra artistas, obras e profissionais de diferentes segmentos da música. A cerimônia é realizada na Crypto.com Arena, em Los Angeles (EUA), com apresentação do comediante Trevor Noah, que comanda o evento pela sexta e última vez. Doechii e Harry Styles também participam como apresentadores de categorias. A edição de 2026 marca uma retomada do formato tradicional da premiação, após um ano em que o evento teve forte foco em ações beneficentes por causa dos incêndios na Califórnia. Ainda assim, o Grammy mantém iniciativas solidárias por meio da MusiCares. No Brasil, a transmissão ocorre a partir das 21h30 (horário de Brasília), pelo canal TNT, pelo streaming Max e pelas plataformas oficiais da Recording Academy.

Álbum do ano

Álbum do Ano é a categoria mais prestigiosa do Grammy, junto de Gravação do Ano e Canção de Ano, que fazem parte do “big three”, as categorias mais esperadas do evento. Bad Bunny já ganhou como “Melhor Álbum de Música Urbana” e, agora escala para a maior premiação com “DeBÍ TiRAR MáS FOToS“, lançado em janeiro de 2025.

O artista porto-riquenho buscou pela representatividade em seu álbum, trazendo referências a vozes como Plan B, El Gran Combo, Héctor & Tito, Jowell y Randy e Los Pleneros de la Cresta, que construíram um legado musical em Porto Rico. Bad Bunny se debruça em suas origens para inspiração musical e mistura ritmos como salsa e blorero, com forte percussão.

Em seu discurso de aceite ao prêmio, Bad Bunny criticou as ações do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) e foi aplaudido de pé pela plateia de artistas. Vale lembrar que, em um episódio recente, o cantor foi anunciado como atração principal do Super Bowl, campeonato da maior liga de futebol americano dos Estdos Unidos, e foi criticado pelo presidente Donald Trump, que chamou a escolha de “absolutamente ridícula” e disse que nunca havia ouvido falar do artista.

“Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos e somos americanos. O ódio se torna mais poderoso com mais ódio. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor. Então, por favor, precisamos ser diferentes.” declarou Bad Bunny

Em combate ao clima de hostilidade contra a comunidade latina, ele escolhe discursar sobre não deixar ser “contaminado pelo ódio“, mas pela iniciativa de fazer diferente. Lutando ódio com amor, Bad Bunny leva o prêmio para casa e reafirma a presença latina na indústria musical americana.


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Bad Bunny recebe a premiação (Foto: reprodução/Kevin Winter/Getty Images)


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