Mitch Winehouse acusa amiga e estilista de Amy Winehouse de lucrar com leilões de itens da cantora

Pai de Amy Winehouse questiona venda de objetos pessoais da artista em 2021 e 2023 e reacende debate sobre legado da cantora britânica

20 abr, 2026
Amy Whinehouse | Reprodução/Instagram/@amywinehouse
Amy Whinehouse | Reprodução/Instagram/@amywinehouse

O pai da cantora Amy Winehouse, Mitch Winehouse, acusou a estilista Naomi Parry e a amiga Catriona Gourlay de lucrarem com a venda de itens pessoais da artista em leilões realizados nos Estados Unidos em 2021 e 2023. A polêmica voltou a ganhar repercussão em abril de 2026, após desdobramentos judiciais envolvendo o caso.

Segundo Mitch, as duas teriam comercializado dezenas de objetos ligados à cantora, incluindo roupas icônicas e acessórios, sem autorização adequada, o que, na visão dele, prejudicaria o controle do patrimônio deixado por Amy.

Disputa judicial envolve milhões em itens leiloados

Os leilões, realizados principalmente em Los Angeles, movimentaram valores expressivos, chegando a ultrapassar US$ 1 milhão com a venda de mais de 100 itens da artista. Entre os objetos estavam peças marcantes da carreira de Amy, como roupas usadas em apresentações importantes, incluindo o figurino de seu último show.

Mitch Winehouse, que atua como administrador do espólio da filha, alegou que parte dos valores deveria ter sido destinada à família e à Amy Winehouse Foundation. Por outro lado, Naomi Parry, que também foi estilista da cantora, e Catriona Gourlay afirmaram que os itens vendidos eram presentes dados por Amy ainda em vida ou já pertenciam a elas, negando qualquer irregularidade.


Mitch Winehouse e a filha, Amy Winehouse (Foto: reprodução/Dan Kitwood/Getty Images Embed)


Justiça rejeita acusações do pai da cantora

O caso foi analisado pela Justiça britânica, que decidiu a favor das amigas da artista, rejeitando as acusações feitas por Mitch Winehouse. A decisão apontou que não houve ocultação deliberada das vendas e que os itens poderiam, de fato, pertencer às rés.

A juíza responsável também destacou que o pai da cantora poderia ter investigado melhor a situação antes de iniciar o processo. Apesar da derrota judicial, o episódio reacendeu discussões sobre o controle do legado de Amy Winehouse e a gestão de seus bens após sua morte.

Relação entre Amy e sua estilista era próxima

A estilista Naomi Parry não era apenas uma profissional na vida de Amy Winehouse, mas também uma amiga próxima. Ela esteve ao lado da artista em momentos importantes da carreira, ajudando a construir a identidade visual marcante que se tornou símbolo da cantora.

Amy era conhecida por sua generosidade com amigos e colaboradores, frequentemente presenteando pessoas próximas com roupas e objetos pessoais, fator central na defesa apresentada pelas acusadas no processo.

Morte precoce marcou legado da cantora

Amy Winehouse morreu em 23 de julho de 2011, aos 27 anos, vítima de intoxicação alcoólica, encerrando precocemente uma carreira marcada por enorme talento e também por desafios pessoais.

Reconhecida mundialmente por álbuns como Back to Black, a artista deixou um legado duradouro na música, influenciando gerações e se tornando um ícone cultural. Após sua morte, a gestão de seu patrimônio e imagem passou a ser conduzida por familiares e instituições ligadas ao seu nome, o que frequentemente gera debates sobre direitos e uso de sua obra e objetos pessoais.

Debate sobre legado continua

A disputa envolvendo Mitch Winehouse e as amigas da cantora evidencia os desafios na administração do legado de grandes artistas. Questões sobre propriedade, memória e interesses financeiros seguem sendo temas sensíveis, especialmente quando envolvem figuras públicas de grande impacto.

O caso também reforça como o legado de Amy Winehouse continua vivo, não apenas por sua música, mas também pelas histórias, controvérsias e relações que marcaram sua trajetória.

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