FMI pode liberar US$ 900 milhões à Argentina

FMI aprova revisão técnica de acordo com a Argentina, abrindo caminho para a liberação de US$ 900 milhões após a decisão final do presidente

28 out, 2026
Javier Milei |Reprodução/ X/@javiermilei
Javier Milei |Reprodução/ X/@javiermilei

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Argentina deram um aperto de mão técnico no acordo do programa econômico que estavam desenhando. Isso faz com que cerca de US$ 900 milhões comecem a nadar em direção ao país lá do sul. A grana, contudo, ainda precisa passar pelo crivo do comitê mais chique do clube financeiro global. A expectativa é que o carimbo final chegue no comecinho de dezembro de 2026.

Reservas internacionais e controle da inflação

O pacto simboliza um passo adicional no roteiro de financiamento de vinte bilhões de dólares estabelecido entre a Argentina e o FMI em abril de 2025. O plano envolve a supervisão de objetivos econômicos e a aplicação de ações direcionadas à restauração da calma financeira da nação. Com o fechamento da terceira análise em seu aspecto técnico, a administração argentina prossegue no caminho exigido para obter novas somas, que podem turbinar sua aptidão para honrar deveres financeiros e engrossar os estoques de moeda estrangeira.

De acordo com os detalhes que o órgão liberou, o desempenho econômico argentino mostrou progresso na reconstituição dos saldos em moeda estrangeira e na gerência das diretrizes macroeconômicas. O FMI sublinhou que os ativos líquidos em moeda estrangeira ultrapassaram em cerca de quatro bilhões de dólares o alvo fixado para o final de junho. Adicionalmente, o Banco Central argentino adquiriu aproximadamente dezesseis bilhões de dólares em divisas durante todo o ano de 2026, ajudando a firmar a situação externa do país.

Um outro aspecto que o Fundo mencionou foi a continuação do decréscimo da subida de preços, ligada às ações de cunho fiscal e monetário implementadas pela gestão do mandatário Javier Milei. A entidade também admitiu as tentativas de preservar a ordem nos gastos públicos e de impulsionar reformas econômicas com foco no mercado. Mesmo com as conquistas apontadas, a persistência dessas condutas segue sendo vista como fundamental para solidificar a tranquilidade e diminuir as fragilidades financeiras argentinas.


 

 

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Javier Milei anunciando as negociações com o FMI (Foto: reprodução/ Instagram/@infomoney)


Liberação depende de aprovação final

Ainda que a conversa técnica tenha chegado ao fim, o dinheiro ainda não está nos bolsos do governo da Argentina. A papelada precisa passar pelo pessoal do Conselho Executivo do FMI, que decide se o dinheiro vai ou não. A previsão do pessoal lá é que isso aconteça no comecinho de dezembro, depois que todos os detalhes combinados entre as equipes e o pessoal do país estiverem prontos. Até lá, a grana só sai se tudo for feito como combinado.

Os cerca de US$ 900 milhões que podem ser repassados fazem parte de um plano de pagamento de 48 meses acertado entre eles. A ideia é dar um empurrão no plano econômico da Argentina, deixar o país mais forte por fora e fazer os investidores acreditarem de novo. O dinheiro também pode ajudar a ter mais moeda estrangeira, num momento em que ter mais reservas é um dos focos da economia.

Além de como o dinheiro circula, o FMI acha importante continuar com as ações para manter as contas em ordem, facilitar o acesso a dinheiro e fazer as empresas produzirem mais. Eles também dizem que é bom ter mais acesso a dinheiro por mais tempo e desenvolver o mercado de investimentos interno. Isso tudo é visto como importante para depender menos de dinheiro de fora e ter um crescimento econômico mais estável.

A aprovação definitiva do desembolso será, portanto, um passo importante para o governo de Milei, mas não representa, isoladamente, a solução para os desafios econômicos do país. A capacidade de manter a inflação em trajetória de queda, acumular reservas e sustentar o equilíbrio das contas públicas continuará sendo determinante para a avaliação do programa. O resultado da revisão também reforça a importância da relação entre Buenos Aires e o FMI para a estratégia financeira argentina nos próximos meses.

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