Tribunal do Trabalho julga dissídio da greve da Caixa Econômica nesta terça

Greve da Caixa continua sem previsão de fim enquanto TST julga o conflito entre funcionários e banco nesta terça, após impasse atual.

29 set, 2026
Ato do Sindicato dos Bancários de São Paulo na Av. Paulista | Reprodução/Instagram/@spbancarios
Ato do Sindicato dos Bancários de São Paulo na Av. Paulista | Reprodução/Instagram/@spbancarios

Nesta terça-feira (29), às 14h30, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga o dissídio coletivo referente à Caixa Econômica Federal e seus funcionários, que atualmente se encontram em greve. A paralisação teve início no dia 10 de setembro e segue em vigor até o presente momento. 

A Caixa tentou negociar a situação com os representantes de seus empregados, porém ainda se encontra em um impasse. Por isso, a empresa acionou o TST e pediu a abertura de um dissídio coletivo, processo judicial utilizado para resolver impasses entre trabalhadores e empregadores quando a negociação direta falha.

Cabe agora ao Tribunal julgar o conflito entre a Caixa e seus empregados. Durante o julgamento, os ministros atuarão em conjunto para tentar encontrar um consenso ou construir um possível acordo entre ambas as partes.

Até agora os sindicatos já recusaram três propostas oferecidas pela instituição. Caso ainda não haja um acordo após o dissídio, o TST tem poder de decisão sobre os pontos discutidos e pode determinar a solução que julgar adequada ao conflito.

O julgamento do dissídio, por si só, não põe fim à greve. A decisão de retomar as atividades continua nas mãos dos trabalhadores, que avaliam o andamento do processo em assembleia. Até o momento, o movimento continua sem previsão de encerramento.

Contas, benefícios e depósitos:

A obrigatoriedade do pagamento de contas e boletos dentro do prazo de vencimento não é suspensa com a greve e continua de forma costumeira. Saques e depósitos continuam podendo ser feitos através de caixas eletrônicos. 

A fim de evitar atrasos e multas, os clientes da Caixa devem buscar métodos de pagamento alternativos. Algumas opções indicadas são:

  • Caixas eletrônicos
  • Casas lotéricas 
  • Aplicativo Caixa Econômica 
  • Internet Banking 
  • Banco24Horas 
  • Aplicativo Caixa Tem

Ainda assim, a empresa recomenda que, na falta de um atendente oficial do banco, os consumidores não busquem ou aceitem o auxílio de terceiros durante o autoatendimento, a fim de manter a segurança de suas informações bancárias. 

Quanto ao pagamento de benefícios sociais, a Caixa informou que os beneficiários não precisam ir às agências para receber seus benefícios: todos os canais de pagamento continuam funcionando normalmente.

O banco também informou que a maior parte destes pagamentos será feita por crédito em conta. O dinheiro poderá ser movimentado por meio dos aplicativos Caixa Tem e Caixa Econômica ou pelo cartão de débito vinculado à conta. Uma vez que estiver depositado na conta, o dinheiro pode ser utilizado para fazer PIX, pagar contas, boletos e realizar compras.

O que deu início à greve:

A greve dos funcionários da Caixa Econômica teve início no dia 10 de Setembro, quando a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) foi recusada pelos trabalhadores. 

Imagens de empregados da Caixa se manifestando a favor da greve (Fotos:reprodução/Instagram/@spbancarios)


De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), entidade de representação dos trabalhadores do setor financeiro do Brasil, mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a renovação do ACT. O plano de saúde dos funcionários, Saúde Caixa, foi apontado como um dos principais pontos de discussão. 

Em depoimentos prestados à Folha de S. Paulo, bancários criticam o atendimento e os custos do plano, que virou pauta devido à possibilidade de um reajuste de 60% no valor a ser pago para consulta em pronto-atendimento, indo de R$75 para R$120. 

Sobre o assunto, o banco afirma que: “os valores cobrados por hospitais e médicos credenciados são informados aos titulares no aplicativo Saúde Caixa e no portal do plano, que também trazem os dados de coparticipação em cada atendimento.”

Enquanto o julgamento acontece, a greve continua e os funcionários seguem aguardando uma definição sobre as negociações. 

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