Idosa move ação contra a Ypê após desenvolver infecção urinária grave
Ypê é alvo da Anvisa pela segunda vez em menos de seis meses e possui processo aberto por consumidora, além de reclamações de mau cheiro em produtos
Uma consumidora de 92 anos processa a fabricante Ypê em R$ 765 mil, alegando ter contraído uma infecção urinária grave após utilizar lava-roupas líquidos da linha Tixan. A ação, que tramita na 4ª Vara Cível de Mauá (SP), baseia-se em um alerta de contaminação por bactérias que levou a Anvisa a determinar novos recolhimentos de produtos da marca nesta semana.
O processo
A consumidora afirma ter desenvolvido uma infecção urinária grave após utilização do uso de lava-roupas líquidos da marca. Nesta quinta (08), a Anvisa determinou o recolhimento de produtos da marca Ypê e Tixan Ypê por risco de contaminação por bactéria, que já havia sido identificada em inspeção realizada pela agência reguladora em novembro de 2025.
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Aviso de suspensão de produtos (Foto: reprodução/Instagram/@oficialype)
A autora da ação argumenta ter usado produtos incluídos na lista de recolhimento após identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em alguns lotes.
A Ypê nega qualquer relação entre os produtos. Segundo eles, a bactéria identificada é amplamente encontrada no ambiente e nos processos de lavagem. Além disso, a empresa afirma que a consumidora apresentava diversos fatores de risco prévios para desenvolvimento de infecção urinária.
Segundo a defesa, a marca afirma que a idade avançada, internação por 15 dias em uma UTI pouco antes da compra dos produtos e outros fatores são “clássicos e amplamente reconhecidos” para desenvolvimento de infecção urinária.
Outro caso
A consumidora Karoliny de Abreu Souza explicou ao Cidade Alerta Santa Catarina uma situação envolvendo odor em produtos da marca. A consumidora comprou duas unidades do Lava Roupas Líquido de lavagem rápida que haviam sido lançadas há pouco tempo, no fim de 2025, e, ao abrir a embalagem, sentiu “um odor muito forte”.
Ela então enviou e-mail para a empresa informando lote, nota fiscal, código de barras e local de compra e, como resposta, a Ypê informou que um laboratório independente havia identificado a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em algumas versões do Lava Roupas Líquido.
Reportagem sobre contaminação da marca (Vídeo: reprodução/YouTube/@ProgramaCidadeAlertaSC)
Quatro meses depois, ela recebeu outro e-mail da Ypê informando-a de que o Laboratório de Controle de Qualidade analisou as amostras enviadas por ela e foram constatadas alterações.
Ontem, dia 7 de maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de 24 produtos da marca Ypê, entre detergentes, lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetante da marca.
