Natalie Harp, assessora de Trump, ganha US$45 mil em espécie

Assessora especial do presidente dos EUA, além de outras duas funcionárias da Casa Branca, ganharam “bônus de Natal” no valor de US$45 mil dólares

09 set, 2026
Donald Trump e sua assessora Natalie Harp | Reprodução/flickr/The White House
Donald Trump e sua assessora Natalie Harp | Reprodução/flickr/The White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presenteou três assistentes com um “bônus de Natal” de US$45 mil. Natalie Harp, assistente executiva; Margo Martin, assessora da Casa Branca; e Chamberlain Harris, vice-diretora de operações do Salão Oval, receberam a quantia em espécie e geraram questionamentos sobre a legalidade da prática.

A “impressora humana”

A personagem principal da polêmica, Natalie Harp, tem chamado atenção nos EUA. Exercendo funções acima de sua posição, ela é, na prática, uma assessora especial do presidente, fazendo publicações nas redes sociais e estando sempre ao lado de Trump. Também é responsável por se comunicar com líderes de outros países e por imprimir postagens nas redes sociais e artigos para o presidente, o que lhe rendeu o apelido de “impressora humana”.


P20250818DT-2633 JD Vance, Natalie Harp e Donald Trump fazendo um postagem nas redes sociais (Reprodução/flickr/The White House)


Harp conseguiu um emprego na campanha de Trump em 2024 após ficar conhecida anos antes por uma fala em que afirmava que o presidente americano “salvou sua vida” ao assinar um decreto que a permitiu participar de um tratamento experimental para câncer nos ossos. Desde então, segundo a mídia americana e o próprio irmão, ela se tornou devota a Trump e “realizou um sonho” ao se tornar assessora dele.

Legalidade do bônus

Trump, que já havia dado um “presente de fim de ano” ao ex-assessor Walt Nauta em seu primeiro mandato, sofreu críticas pela prática, mas se justificou dizendo que é algo que faz “de longa data” e que os presentes “não têm qualquer relação com as funções oficiais” das pessoas que os receberam.


Post do advogado Richard Painter que acendeu a polêmica (Post: Reprodução/X/@RWPUSA)


O advogado Richard Painter, que trabalhou para a Casa Branca durante o governo de George Bush, afirma que o salário de oficiais do governo e funcionários só pode ser pago pelo próprio governo dos Estados Unidos, e que Trump cometeu um crime. Ainda acrescentou, de forma sarcástica, que funcionários da Casa Branca não são porteiros para receber gorjetas ou presentes de fim de ano. “O salário é o que é. Ponto final.”

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