Entenda a troca de ataques entre EUA, Israel e Irã e como o conflito ganhou escala
Ataques mataram Khamenei e atingiram áreas estratégicas no Irã, provocando retaliação e deixando centenas de mortos e instabilidade no Oriente Médio
Os ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã resultaram na morte do aiatoláAli Khamenei, que liderou o país por quase quatro décadas, criando um vácuo de poder e intensificando um conflito que já mobiliza forças e provoca retaliações por toda a região; a ofensiva atingiu tanto estruturas militares quanto autoridades de alto escalão, aprofundando a instabilidade no Oriente Médio e elevando a preocupação internacional sobre os desdobramentos dessa crise.
Trump anuncia morte de Khamenei e Irã reage com ataques
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no sábado (28) a morte de Khamenei, informação posteriormente confirmada por autoridades iranianas, em um dos episódios mais dramáticos da recente escalada entre os dois países. Em pronunciamento, ele afirmou que os bombardeios continuarão “de forma ininterrupta durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário” até que sejam atingidos os objetivos estratégicos da operação, que, segundo declarou, visam garantir “paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo todo”. A fala sinalizou que Washington não pretende recuar no curto prazo e reforçou o tom de confronto adotado nos últimos dias.
Em resposta, o Irã lançou uma ofensiva descrita como sem precedentes, ampliando o alcance dos ataques e mirando alvos em diferentes pontos do Oriente Médio, especialmente em países que abrigam bases militares americanas, como Bahrein e Emirados Árabes Unidos. A reação elevou o nível de alerta na região e intensificou o temor de um conflito de maiores proporções. Neste domingo (1º), o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o “derramamento de sangue e a vingança” constituem, segundo ele, um “direito e dever legítimos” do Irã diante do que classificou como agressão direta, reforçando a disposição do país em manter a retaliação.
Trump diz que centenas de alvos foram atingidos no Irã e comando militar “se foi” (Vídeo: reprodução/YouTube/@CNNbrasil)
Lugares atingidos
No sábado (28), explosões foram registradas no distrito de Pasteur, em Teerã, área que abriga um complexo de alta segurança onde ficam a residência e o escritório de Khamenei. Imagens divulgadas mostraram edifícios severamente danificados e uma espessa coluna de fumaça preta sobre a região. Outros pontos do país também foram atingidos, entre eles a cidade de Minab, onde uma escola primária feminina concentrou um dos episódios mais letais do dia.
De acordo com a mídia estatal iraniana, que citou um promotor local, 148 pessoas morreram apenas em Minab, e imagens exibiram fileiras de pequenos sacos para cadáveres diante de um prédio destruído. A agência HRANA (Human Rights Activists News Agency), sediada nos Estados Unidos, informou que, até o fim da noite de sábado, ao menos 133 civis haviam sido mortos e cerca de 200 ficaram feridos nos ataques; posteriormente, veículos estatais iranianos atualizaram o balanço para mais de 200 mortos e mais de 700 feridos em todo o país.
A sucessão de ataques e contra-ataques marca uma das fases mais graves da tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã, com impactos diretos sobre lideranças políticas, estruturas estratégicas e a população civil. A morte de Khamenei, a promessa de ofensiva contínua por parte de Washington e a retaliação iraniana ampliam o risco de um conflito prolongado e de alcance regional, elevando a pressão sobre atores internacionais para conter a escalada. Em meio a números crescentes de vítimas e destruição, o desfecho da crise permanece incerto e dependente da capacidade das partes envolvidas de evitar novos passos que aprofundem ainda mais a instabilidade no Oriente Médio.
