Bolsonaro indica equipe para prisão domiciliar após decisão do STF
Lista inclui advogados, familiares e profissionais autorizados a frequentar residência durante cumprimento da pena e período de recuperação médica
O ex-presidente Jair Bolsonaro e sua equipe de defesa indicaram, nesta quarta-feira (25), os profissionais responsáveis por acompanhá-lo durante o cumprimento da pena em regime domiciliar decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A lista atende a um pedido do ministro Alexandre de Moraes após piora na saúde do ex-presidente, que deve permanecer no condomínio Solar de Brasília, onde já cumpriu prisão anteriormente.
O médico cardiologista Brasil Caiado afirmou, nesta quarta-feira, que o ex-parlamentar relatou dores no ombro, o que pode indicar a necessidade de uma cirurgia. Bolsonaro deixou o hospital DF Star, onde passou por tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Regras estabelecidas
O documento enviado enumera as pessoas autorizadas a frequentar a casa do ex-presidente. Entre eles, há oito advogados responsáveis pela orientação e suporte legal. A listagem inclui os nomes de Flávio Bolsonaro e do ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida.
As reuniões serão previamente agendas e terão a duração máxima de 30 minutos, entre às 8h20 e 18h, incluindo finais de semana e feriados. O elenco de advogados inclui: Paulo Henrique Aranda Fuller; Daniel Bettamio Tesser; Celso Sanchez Vilardi; Paulo Amador da Cunha Bueno; João Henrique Nascimento de Freitas; e Luciana Lauria Lopes.
Alexandre de Moraes (Foto: reprodução/Arthur Menescal/Getty Images Embed)
Além dos advogados e profissionais de saúde, também estão autorizados a frequentar o local os responsáveis pelos cuidados com a residência. A lista apresenta mais 12 nomes, entre eles motoristas e outros profissionais: Osvaldo Silva, Edson Monteiro Guimarães; Fernando Ribeiro da Costa; Nivaldo Ferreira dos Santos; Helio Horta de Moura; Lucas Gabriel Rodrigues de Oliveira; Antônio Paiva Chaves; Kleber Menezes dos Santos; Luana Gouveia Gomes; Adriana de Carvalho Lopes dos Santos; Victoria Helen Gomes da Cunha; e Robson da Paixão Araújo.
Saúde de Bolsonaro
O benefício concedido por Moraes no último dia 23 tem a duração de 90 dias a partir da alta hospitalar, que deve ocorrer na próxima sexta-feira (27). Na avaliação do ministro, o atendimento domiciliar não deve impactar o cumprimento da pena, uma vez que o quadro de broncopneumonia poderia ocorrer independentemente do local da detenção.
Desde a condenação, Jair Bolsonaro tem apresentado episódios recorrentes de instabilidade em seu estado de saúde, o que tem influenciado diretamente as decisões judiciais relacionadas ao cumprimento da pena. A concessão da prisão domiciliar por tempo determinado reflete esse contexto e impõe à defesa a responsabilidade de manter a Justiça constantemente informada por meio de relatórios médicos periódicos. O desdobramento do caso dependerá da evolução clínica do ex-presidente e da avaliação das autoridades judiciais ao longo das próximas semanas.
