Brasil segue fora do Mapa da Fome da ONU

Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra redução da insegurança alimentar severa e melhora nos indicadores do país

21 jul, 2026
Reprodução Agência Brasil Marcelo Camargo/Agência Brasil
Reprodução Agência Brasil Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasil fora do Mapa da Fome. O país permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo ano consecutivo, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (21) pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento aponta que o país registrou avanços nos indicadores de segurança alimentar e atingiu o menor índice já registrado de pessoas em situação de insegurança alimentar severa, que caiu para 0,6% da população.

Os dados mostram que, no triênio de  2023 a 2025, cerca de 16,7 milhões de brasileiros deixaram a condição de insegurança alimentar severa. O resultado reforça a melhora dos indicadores sociais do país e consolida a permanência do Brasil fora da lista de nações mais afetadas pela fome.

O país havia deixado o Mapa da Fome pela primeira vez em 2014, durante o governo da presidente Dilma Rousseff. No entanto, após a análise dos dados referentes ao período de 2018 a 2020, a ONU recolocou o Brasil na categoria devido ao aumento da insegurança alimentar registrado naquele intervalo.

Indicadores mostram avanço na segurança alimentar

De acordo com o relatório, o Brasil manteve menos de 2,5% da população em risco de subalimentação, índice utilizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como referência para medir a permanência de um país fora do Mapa da Fome. A subalimentação ocorre quando uma pessoa consome, de forma contínua, menos calorias do que o necessário para manter uma vida ativa e saudável.

Prato de comida
Reprodução Agência Brasil Fernando Frazão/Agência Brasil

Acesso à alimentação saudável também melhora

Outro indicador positivo apresentado pela FAO diz respeito ao acesso a uma alimentação saudável. A proporção de brasileiros que não conseguem pagar por uma dieta adequada caiu para 21,1% no triênio encerrado em 2025, demonstrando uma melhora em relação aos anos anteriores.

Para chegar aos resultados, a FAO utiliza indicadores macroeconômicos e demográficos que levam em consideração fatores como tamanho da população, distribuição de renda e o custo médio de uma cesta de alimentos considerada saudável.

O relatório também aponta que o custo diário de uma alimentação saudável no Brasil foi estimado em US$ 4,89 por pessoa, em valores ajustados pela Paridade do Poder de Compra (PPC). O valor ficou abaixo da média registrada na América do Sul, de US$ 4,94, e da média da América Latina e do Caribe, de US$ 4,91, reforçando o avanço do país nos indicadores relacionados à segurança alimentar.

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