Número de brasileiros a favor do fim da escala 6×1 cai 4% desde o final de 2025

A porcentagem de brasileiros a favor do modelo de trabalho era de 72% em dezembro de 2025 mostrando uma mudança de ideia da população brasileira

18 maio, 2026
Carteiro de Trabalho | Reprodução/Unsplash/Matheus Silva
Carteiro de Trabalho | Reprodução/Unsplash/Matheus Silva

Segundo dados do Genial/Quaest divulgados hoje mostram que os brasileiros têm recuado pela mudança da escala 6×1. Nos dados é possível constatar que 68% dos brasileiros  aprovam a mudança no regime de trabalho , no entanto em relação ao fim do ano passado os números vêm demonstrando uma queda constante.

Nordeste lidera apoio à mudança na escala de trabalho

Uma pesquisa recente apontou que a maior parte da população brasileira continua apoiando mudanças na atual escala de trabalho. O Nordeste lidera o índice de aprovação, com 72% dos entrevistados favoráveis à alteração da jornada. Apesar disso, o número representa uma redução em comparação ao levantamento realizado em julho de 2025, quando o apoio chegava a 77%.


Médica cuidando de paciente (Foto reprodução/Instagram/@trabalhadoressaudejf)


No Sudeste, o cenário também apresentou queda. Em dezembro do ano passado, 75% dos participantes defendiam mudanças na rotina de trabalho. Agora, o percentual caiu para 66%.

As regiões Centro-Oeste e Norte registraram o mesmo índice de aprovação, com 66% dos entrevistados apoiando o fim do modelo atual. Já o Sul aparece como a região menos favorável à proposta, embora ainda mantenha maioria de apoio, com 63%.

Aprovação diminui entre diferentes faixas de renda

O levantamento também analisou a opinião da população de acordo com a renda familiar. Entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos, 70% são favoráveis à mudança na escala de trabalho. O índice, no entanto, também diminuiu em relação ao resultado anterior, que marcava 77%.

Na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos, a aprovação passou de 73% para 68%. Entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, o apoio caiu de 66% para 62%.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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