Candidatos divergem sobre política externa para 2026

Políticas Externas variam entre o foco nos Brics e alianças do Sul Global até a entrada na OCDE e a aproximação comercial com mercados do Ocidente

24 ago, 2026
Candidatos da direita | Reprodução/X/@RafaelFontana
Candidatos da direita | Reprodução/X/@RafaelFontana

Foi protocolado em Brasília, pelos principais candidatos à Presidência da República, seus planos de governo para a disputa de 2026. Suas diretrizes de política externa e comércio exterior divergem bastante entre os textos. De um lado, o fortalecimento de alianças com o Sul Global. Do outro, prioridade de alinhamento aos blocos e mercados ocidentais. O tema deve ser um dos pontos de maior divergência entre os planos de governo apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula aposta no Sul Global para Política Externa

Lula, do PT, aposta no multilateralismo voltado às alianças consolidadas em seus governos com o Sul Global. O programa também salienta o fortalecimento do Brics e do G20. Ele aponta a expansão das relações do Brasil com África, Ásia e Oriente Médio.


Presidente Lula (foto: reprodução/X/@analise2025)


A ideia é manter o país como uma ponte entre as nações emergentes. E, ao mesmo tempo, manter distância de uma postura de alinhamento automático às potências ocidentais.

Oposição mira aproximação com o Ocidente

Romeu Zema, do Partido Novo, aposta no caminho inverso. Sua pretensão é retirar o Brasil do Brics e mirar na entrada na OCDE, organização que reúne as economias mais desenvolvidas do mundo. Sua estratégia aponta medidas como: flexibilizar o Mercosul, priorizar laços com a Argentina e isenção de vistos de países considerados seguros.

Flávio Bolsonaro, do PL, também aposta em estreitar os laços com o Ocidente e o ingresso do Brasil na OCDE. Defende maior abertura comercial para tecnologia e bens de capital. Propõe também usar o BNDES e a Apex para internacionalizar pequenas e médias empresas.


Montagem entre Lula e Flávio Bolsonaro (foto: reprodução/X/@exame)


O plano de Ronaldo Caiado, por outro lado, quer agregar valor às exportações brasileiras, hoje concentradas em commodities de baixo valor agregado. Defende o acordo entre Mercosul e União Europeia, que está pendente de aprovação final.

Já a questão da Política Externa do candidato Renan Santos, do Partido Missão, prega neutralidade dentro do Brics. Sua estratégia é evitar qualquer tipo de subordinação a Pequim. Seus anseios no projeto são: reduzir a dependência do dólar nas transações comerciais, aproximar as relações com a Asean (com foco nas Filipinas e Vietnã) e buscar protagonismo na América Latina. O plano também prevê parcerias tecnológicas com o Sudeste Asiático.

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