Ciclone extratropical avança sobre Rio Grande do Sul nesta quinta com temporais e ventos de até 90 km/h

Sistema organiza frente fria que se desloca pelo país, levando massa de ar polar com geada e negativos a partir de sexta-feira

20 ago, 2026
Ciclone extratropical | reprodução/X/@astronomiaum
Ciclone extratropical | reprodução/X/@astronomiaum

Nesta quinta-feira (20), um ciclone extratropical se forma entre Rio Grande do Sul e Uruguai, provocando temporais, chuva de até 80 milímetros e ventos que atingem 90 km/h. O fenômeno organiza uma frente fria que segue em direção ao Centro-Sul. No estado gaúcho, a precipitação afeta todas as regiões com rajadas perigosas e risco de granizo em algumas localidades.

Os volumes de chuva variam entre 10 e 50 milímetros na maior parte do Rio Grande do Sul. As áreas próximas à fronteira com o Uruguai exigem atenção especial, já que rios e arroios receberam grandes quantidades de água nos dias anteriores e correm risco de transbordamento.

Na sexta-feira (21), o ciclone intensifica-se sobre o oceano, afastando-se da costa do Uruguai e do Rio Grande do Sul. Ele prossegue organizando a frente fria que avança pelo Centro-Sul do país, trazendo transformações significativas no cenário atmosférico.

Ar frio e geada no fim de semana

A partir de sexta-feira (21), uma massa de ar polar reduz as temperaturas na Região Sul com força. Geada e temperaturas negativas são esperadas no fim de semana no sul do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. A principal alteração térmica manifesta-se já no final da tarde de sexta-feira (21).

Segundo César Soares, meteorologista da Climatempo: “Na sexta-feira (21), a frente fria muda a direção dos ventos e traz ar mais frio para São Paulo. A temperatura cai já no fim de semana”.

Em Santa Catarina, a chuva avança pela manhã nas regiões Oeste, Meio-Oeste e Sul. No Paraná, as pancadas mais fortes concentram-se no Oeste, Sudoeste e Sul. Rajadas variam entre 70 km/h e 90 km/h nas áreas da Região Sul, especialmente entre as serras gaúcha e catarinense.

Conforme o Inmet, os ventos podem superar 80 km/h nesta quinta-feira (20), representando risco adicional. Porto Alegre (RS) registra máxima próxima a 21°C com chuva e trovoadas. Curitiba (PR) pode chegar a 27°C antes da queda térmica do fim de semana.


 

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Ciclone extratropical provoca chuva no Sul nesta quinta (Vídeo: reprodução/Instagram/@climatempo)


Sudeste e Centro-Oeste com calor antes da mudança

Na quinta-feira (20), o Sudeste ainda convive com calor e tempo seco. A frente fria inicia sua chegada pelo oeste de São Paulo, mas seus efeitos tornam-se evidentes entre a noite de quinta (20) e sexta-feira (21). Antes da massa polar chegar, temperaturas podem ultrapassar 35°C no norte e noroeste paulista.

No Sudeste, a chuva concentra-se no litoral de São Paulo, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira. A capital paulista chega a 32°C. Rio de Janeiro (RJ) também marca 32°C, enquanto Belo Horizonte (MG) atinge 31°C. A queda de temperatura espalha-se pela região entre sexta-feira (21) e o fim de semana.

Mato Grosso do Sul é o primeiro estado do Centro-Oeste a sentir a entrada do ar polar. A queda térmica inicia-se pelo oeste, sudoeste e sul, com possibilidade de chuva. Rajadas chegam a 60 km/h nessas áreas. Campo Grande (MS) registra máxima próxima a 23°C nesta quinta-feira (20).

O ar frio alcança também o sul de Mato Grosso. Goiás e o Distrito Federal mantêm calor e tempo seco por mais tempo, recebendo o sistema apenas após sexta-feira (21). A transição térmica no Centro-Oeste ocorre de forma gradual, iniciando nas áreas mais ao sul.

Friagem no Norte e chuva concentrada no Nordeste

A massa de ar polar atinge Acre, Rondônia e sul do Amazonas, provocando friagem, fenômeno de queda brusca de temperatura típico da região amazônica. O efeito mostra-se mais intenso durante a noite e madrugada. Nas demais áreas do Norte, o calor persiste.

Tempo mais seco predomina no Pará e Tocantins, enquanto partes do Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará têm possibilidade de pancadas. No Nordeste, a chuva limita-se ao litoral, com pancadas entre Rio Grande do Norte e Sergipe. Volumes mais intensos podem ocorrer entre Pernambuco e Alagoas.

No interior nordestino, mantêm-se o calor e a baixa umidade do ar. A costa norte pode experimentar rajadas de até 70 km/h, gerando movimentação nas águas e impactando atividades marítimas.

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