Conflito no Oriente Médio completa 6 meses e gera incertezas
Conflito encarece barril de petróleo e fertilizantes no mercado internacional, enquanto inflação de alimentos atinge maior patamar em três anos
O conflito no Oriente Médio completa seis meses nesta sexta-feira (28), em uma guerra marcada por efeitos econômicos sem precedentes que já atingiram mercados de energia, alimentos e investimentos ao redor do mundo. O conflito começou quando os Estados Unidos, ao lado de Israel, atacaram o Irã. O pretexto era que os iranianos estariam enriquecendo urânio para fins militares, com o objetivo de construir uma bomba nuclear.
Petróleo dispara com conflito em Ormuz
O primeiro golpe veio no fornecimento de petróleo. A oferta caiu no Golfo, e o tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz diminuiu. O resultado apareceu rápido: em abril, o barril do petróleo Brent ultrapassou os US$ 120, seu pico no período.
🇮🇷🇴🇲 Irã e Omã reafirmam cooperação na segurança do Estreito de Ormuz, Ministério das Relações Exteriores de Omã
🔹 Principais pontos:
🔶 Ambos os lados ressaltaram a importância de manter a estabilidade regional, fortalecer os laços bilaterais e dar continuidade às consultas… pic.twitter.com/dWeRnh2FvF
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) August 25, 2026
Estreito de Ormuz (Foto: reprodução/X/@sputnik_brasil)
O diesel foi um dos combustíveis mais castigados, pressionado tanto pelo conflito no Oriente Médio quanto pelos ataques ucranianos a refinarias russas. Já o querosene de aviação teve uma disparada logo no início da guerra, o que acendeu o alerta em Washington e levou os Estados Unidos a reforçar os envios do produto. Mas o inverno se aproxima e, com ele, o consumo de energia sobe. Basta uma interrupção em Ormuz, ou um novo ataque à infraestrutura russa, para os combustíveis e a inflação voltarem a subir nos EUA.
Repercussão nas bolsas e encarecimento dos alimentos
Ainda assim, o mercado acionário global seguiu em alta. A causa por trás disso foi o avanço dos investimentos em inteligência artificial, que puxou os principais índices para níveis recordes. Já os ativos tradicionais, tidos como mais seguros, tiveram caminhos distintos: o dólar subiu de forma modesta, os títulos públicos americanos perderam valor sob o peso da inflação e dos juros, e o ouro atravessou um período de forte instabilidade.
🇮🇷 O Irã fechou o Estreito de Ormuz.
Navios petroleiros estão se acumulando em um congestionamento no estreito por onde passa cerca de 20% a 25% de todo o petróleo comercializado mundialmente.
Caso o Estreito de Ormuz continue fechado, é provável que uma crise mundial se… pic.twitter.com/Ie7munHeg3
— Análise Geopolítica (@AnaliseGeopol) February 28, 2026
Estrito de Ormuz (Foto: reprodução/X/@AnaliseGeopol)
Os problemas logísticos em Ormuz também bateram no comércio de fertilizantes. A escassez do insumo, somada aos efeitos do El Niño e às tensões da guerra na Ucrânia, ajudou a levar a inflação global de alimentos ao maior patamar em três anos, segundo a FAO. Os mais prejudicados são as famílias da África, da América Latina e da Ásia, regiões onde a comida pesa mais no orçamento doméstico.
