Novos lançamentos de mísseis elevam tensão entre Coreia do Norte e Coreia do Sul

Seul e Tóquio monitoram disparos da Coreia do Norte em meio a atritos recentes. Crise se acirra com testes de tecnologia hipersônica na península

12 out, 2026
Soldados da Coreia do Norte acenando da caçamba de um veículo militar durante um desfile em Pyongyang | Reprodução/Unsplash/Mike Bravo
Soldados da Coreia do Norte acenando da caçamba de um veículo militar durante um desfile em Pyongyang | Reprodução/Unsplash/Mike Bravo

Nesta segunda-feira (12), a Coreia do Norte lançou mísseis balísticos ao mar da Coreia do Sul, de acordo com militares do exército do país. O episódio ocorreu em meio a um aumento de tensões na península, após semanas de atritos provocadas pela explosão de uma mina terrestre na região da fronteira e pela deterioração da relação entre os dois países.

Inicialmente, Seul havia identificado apenas um projétil, mas posteriormente afirmou que se tratava de múltiplos mísseis balísticos, em mais uma demonstração de força militar de Pyongyang.

Lançamentos foram detectados por Seul e acompanhados pelo Japão

De acordo com o G1, as Forças Armadas sul-coreanas informaram que detectaram, por volta das 9h20 no horário local, o lançamento de vários mísseis balísticos a partir da região de Pyongyang, com trajetória em direção ao Mar do Leste, também chamado pela Coreia do Sul como Mar do Japão. Os militares também afirmaram ter reforçado o monitoramento da região diante da possibilidade de novos lançamentos.


Veículo lançador de mísseis é exibido durante o Dia das Forças Armadas da Coreia do Sul, em 29 de setembro de 2026. (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Chris Jung)


O governo japonês também acompanhou os lançamentos. Segundo o Ministério da Defesa do país, dois dos projéteis identificados são considerados possíveis mísseis balísticos e terminaram a trajetória em uma área marítima que não faz parte da zona econômica exclusiva do Japão.

Disputa militar se intensifica com novos testes de armas hipersônicas

A demonstração de força norte-coreana acontece em um momento de rápida movimentação militar dos dois países. Na quinta-feira, dia 8, a Coreia do Sul realizou um teste de sua primeira arma hipersônica desenvolvida internamente. O equipamento foi projetado para atingir velocidades superiores a cinco vezes a do som, o que pode dificultar sua interceptação pelos sistemas de defesa antimísseis. Após o exercício, o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, destacou o desenvolvimento como parte dos esforços para ampliar a capacidade defensiva do país.


Um lançamento de míssil norte-coreano são exibidas em uma tela na Estação de Seul, em 12 de outubro de 2026 (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Philip FONG)


Pyongyang também aumentou a frequência de seus teste militares. No início de outubro, o governo norte-coreano anunciou o lançamento experimental de um míssil hipersônico de alcance intermediário e afirmou que o armamento teria recursos destinados a dificultar sua interceptação. Paralelamente a isso, o país também vem desenvolvendo seu programa nuclear e incorporando novos equipamentos às suas forças armadas.

Explosões de minas na fronteira aumentam tensão entre as Coreias

O cenário se tornou ainda mais tenso após a explosão de duas minas terrestres na região da fronteira entre ambos os países. As autoridades sul-coreanas e o Comando das Nações Unidas investigaram o caso e apontaram que os artefatos teriam sido instalados pela Coreia do Norte, que rejeitou a acusação e negou o envolvimento no episódio.

Embora os grandes combates tenham terminado em 1953, a Guerra da Coreia nunca foi encerrada por um tratado de paz. O conflito terminou com um armistício, mantendo os dois países, em teoria, ainda em estado de guerra. A separação entre eles é marcada pela Zona Desmilitarizada (DMZ), uma das áreas de fronteira com maior presença militar no mundo.

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